Seguidores

Mostrando postagens com marcador amores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amores. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de junho de 2011

AMOR E AMIZADE


“AMOR,amado meu,queria tanto te conhecer,esgueirar-me lentamente no teu corpo,deslizar meus dedos por dentro das tuas mãos,fazer dos teus dedos minhas luvas,aconchegar-me em 
ti,respirar teu pensamento.”(Marina Colassanti).

Amar é ser o outro; entendê-lo,penetrá-lo,é nos colocar no seu lugar,nos identificar com ele.Amor é presença,um sentimento forte e autentico;quando esse sentimento aflora,nós saímos de nos mesmos para ser o outro,sentir como ele,sem,todavia,deixarmos de ser nós mesmas,sem perder a noção da realidade,sem ocupar o espaço do parceiro.Ser cúmplice,mas,não, castradora.Amar,então é detectar desejos,colocar-se no lugar do amado,entende-lo,sem ,porém,abrir mão dos nossos desejos e crenças.Preciso compreender as emoções do parceiro para poder priorizá-las;Se amo,sem conhecer,não posso penetrar nessa pessoa,nem satisfazer suas necessidades.O conhecimento do outro,nem necessita ser físico,ele não precisa estar sentado á mesa do café,pode inclusive estar a quilômetros de distancia,você pode nunca tê-lo visto;mas,você o conhece;participa de suas emoções,entende seu linguajar,reconhece suas necessidades.Ele não é um suporte para minhas fantasias,porque eu estou ligada por um tênue liame  ás suas aspirações mais profundas,eu posso ver através do seu pensamento,telepaticamente,talvez,eu comungo com ele no altar da afeição.Seus sentimentos são dele,mas,ele os reparte comigo,ele confia.
O amor me faz enxergá-lo transparente, puro.;isso,porque ele é honesto,se fosse um cafajeste,eu poderia até tolerá-lo,desculpá-lo,mas ,lhe negaria o meu amor.Um individuo trancado dentro de si mesmo,não pode compartilhar nada e nada pode doar;e,a doação de si mesmo é o que esperamos do amor.Por isso,talvez,o amor foge das pessoas egoístas e centralizadoras.Mas,quando podemos afirmar:Vejo através dele,dentro dele,sei que não me engana,aí,sim,podemos nos entregar  ao amor  com confiança e alegria.Não me refiro apenas ao amor físico;a amizade,que é o outro nome do amor,e,dura mais que este,também cabe como uma luva nessas palavras e nelas se alimenta.A amizade é razão,mas,também,doação;o amor,é paixão,infinito enquanto .dura,mas,também é entrega,também é doação
.Ambos,amor e amizade,são um oásis que nos ajuda a atravessar o deserto da vida.

segunda-feira, 14 de março de 2011

CASTRO ALVES,O POETA DA ESPERANÇA


Em 1847,nascia, na Fazenda Cabaceiras, Antonio de Castro Alves,um dos maiores poetas brasileiros.
Filho de médico,o pai mudou-se ,mais tarde,para Muritiba,cidade do Recôncavo Baiano,para que o filho aprendesse as primeiras letras.
Em 1854 a família mudou-se para Salvador e o  menino Cecéu foi matriculado no Colégio Sebrão;mas,logo foi transferido para o Ginásio Baiano,do emérito professor Abílio César Borges.
Ávido leitor dos poetas franceses,como Vitor Hugo,aos 13 anos escreve sua primeira poesia.
Indo estudar Direito no Recife,onde foi colega de Tobias Barreto,consegue publicar num jornal desta cidade,”A Destruição de Jerusalém”,provavelmente influenciado por Torquato Tasso,célebre poeta italiano.
Belo,elegante,vasta cabeleira negra,olhos pretos devoradores,o  jovem fazia sucesso entre as mulheres;até a famosa atriz Eugênia Câmara,depois sua grande paixão,declamou versos seus no Teatro Santa  Isabel.
Em 1864,porém,coisas terríveis aconteceram.Seu irmão mais velho suicidou-se e ele contraiu uma tuberculose;após a primeira hemoptise voltou à Bahia,para tratar-se.
Um ano depois volta para Recife com Fagundes Varela e declama “O Século” na abertura dos cursos jurídicos.Funda uma sociedade abolicionista.

Eugênia Câmara
Começam as viagens,Salvador,Rio de Janeiro,sempre em companhia da amada Eugênia Câmara.
Quando ele aparecia nos saraus ou na platéia dos teatros, belo e forte como um jovem herói,irrepreensivelmente vestido de negro que lhe ressaltava a palidez romântica,os homens o aplaudiam com vigor e as mulheres suspiravam,comovidas.Todos os que ouviam a sua voz melodiosa e retumbante,eram presas de fortíssima comoção e prorrompiam em brados entusiasmados.
Cursa o terceiro ano de Direito em São Paulo,na Faculdade do Largo de São Francisco.
1868 foi um ano produtivo. Escreveu e declamou “o Navio Negreiro”,foi aprovado nos exames,seu poema “Gonzaga” estreou no Teatro São José e rompeu com Eugênia.
Parece que a tragédia foi sua companheira,pois,ao sair para uma caçada, pulando para atravessar  um riacho,detonou sua própria espingarda e baleou o pé,que teve que ser amputado,sem anestesia.
A conselho médico vai  para  Curralinho;tenta a cura em Santa Isabel;melhor,volta para Salvador para o lançamento do seu livro “Espumas Flutuantes”.
Em 1871, aos 24 anos,morre o poeta maior da Literatura brasileira.Desaparecia  tão cedo a sua formosa mocidade e gênio;foi o guia e chefe dessa geração de jovens desassombrados,que lutava pelo que considerava certo e pela liberdade dos despossuídos.
Já o era no seu tempo como é agora, idolatrado pelo povo;Sofreu com a inveja e a “panelinha” literária da época,que existe e persiste até os nossos dias.Mas,a admiração anônima e espontânea dos leitores é o que interessa ao escritor porque o leva à fama e à posteridade.
Os sábios distinguem e julgam;só o povo ratifica a justiça ou o gosto dessas sentenças;a admiração popular nunca faltou a Castro Alves.
Ainda hoje me emociono até às lágrimas quando recito “Ode ao Dois de Julho” ou “Navio Negreiro”;do mesmo jeito que me emocionava nos idos  de ’60,quando na Escola Normal ou nos festejos do 2 de Julho era chamada a recitá-los,em público.