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quarta-feira, 17 de julho de 2013

A ESCRITA E AS LEITURAS


                                     O BLOG DE JULHO/13


                               A ESCRITA E AS LEITURAS

Nós,escritores,somos também leitores.Alguns de nós leitores compulsivos.E,crentes,porque ,acreditamos naquilo que lemos.
D. Quixote começou a tomar moinhos de vento como gigantes, porque leu,num livro  de aventuras que,um dia,nesta terra houve gigantes.E,acreditou no livro.Comecei a sonhar com sereias depois que  abri a Odisseia e  li que o herói,Ulisses,foi tentado pelo seu canto.
Percebi,participei e odiei a guerra depois que li Erich Maria Remarke descrevê-la em “Nada de Novo no Front”,um impacto muito forte no espírito e na mente de uma jovem de quinze anos.
O escritor é um crente.Apesar de já ter deixado a juventude – a idade das crenças – para trás,e caído na dura realidade adulta,ele ainda crê e continua lutando contra moinhos de vento.Tenta mudar o mundo em vez de associar-se a ele,quer derrubar preconceitos,inculcar ideias novas em corações e mentes e  acima de tudo ser fiel a si mesmo.Crer no seu talento quando todos o ignoram.
Afinal,o que é um escritor?Apenas alguém que escreve? O professor,o padre,o contador ,o jornalista também escrevem ,mas,nem todos são escritores.
Escritor é quem publica? Mas,existem os amadores,os que escrevem, mas, não publicam por medo ou timidez.
Escritor é quem tem sucesso? Falado na mídia,detentor de prêmios,convidado de festas literárias e ou acadêmicas,citado,lido,autor de livros colocados nas principais livrarias,apontado ,respeitosamente nos aeroportos ou restaurantes;não raro ,solicitados a dar autógrafos nos livros que escrevem ou deitar opiniões sobre tudo e todos.
E,no entanto,o verdadeiro escritor não é midiático;escrever é um ato solitário e,na verdade,ele detesta ser “arroz de festa”.Se pudesse,estaria calmo,no seu canto,assuntando o mundo,para só então,descrevê-lo.
“Nós,escritores,jamais mudaremos o mundo” afirma Saramago,o festejado escritor luso,que complementa:”A Arte e a Literatura não tem poder diante dos exércitos”,mas,o escritor tem,sim,a responsabilidade da ética e da palavra e não pode ser venal.
Como cidadãos temos o dever de protestar,de expor nossas ideias,temos que uivar,como diz o nobre escritor supra – citado.
A literatura revela segredos nossos, pensamentos escondidos,verdades reveladas não por Deus,como dogma,nem pela mão de chumbo do poder,mas,apenas,pela nossa imaginação,pela faculdade humana de meditar e tentar mudar conceitos pré –estabelecidos.Não mudamos o mundo,mas,se mudarmos uma pessoa,podemos nos dar por satisfeitos,pois,não escrevemos em vão.
Será que esta forma de fazer literatura,essa sintonia entre o livro e o leitor está morrendo nos tempos de agora?Cervantes e Nietzsche estarão sendo derrotados pela TV de Ted Turner ou pelo PC de Bill Gates?O Google é meu pastor, nada me faltará,esta é a nova crença?
Cresci na Era do Rádio e do jornal,no interior da Bahia,onde meu pai,todas as manhãs,sentava-se na espreguiçadeira para ler “A Tarde”; “saiu na Tarde é verdade”,rezava o slogan.
Hoje,pela TV,assistimos ao vivo e a cores em alta definição no HD ,a genocídios  cometidos mundo  a fora,golpes de estado,morticínio e injustiças diversas.Não precisamos ouvir ou ler sobre isso para acreditar;basta olhar.
Os jornais e revistas que ás vezes trazem o  artigo de um escritor nos chegam com gosto de café requentado.
Muitos já o postaram no Facebook,nos seus sites e blogs e nos jornais virtuais ,como eu faço.
São lidos muito mais rápidos através do mundo.O Feed jit se encarrega de me mostrar quem são,de onde veem,através de que canais e o que leem.Um círculo precioso que Dante jamais poderia ter colocado no paraíso,porque,hoje não se publica,se posta.
O certo é que ,nós,que escrevemos,resistimos,insistimos e escrevendo ou postando, não devemos deixar de transmitir ideias ou experiências.A palavra é nossa ponte para o sempre.Esforcemos para criar leitores desde a infância ;que leiam ,não importa se no livro impresso,tão caro á nossa geração ou o e-book ou e-pub,lidos nos tablets e celulares.Pois o livro é a educação dos sentidos através da linguagem;é a intimidade do nosso país,o conceito que fazemos de nós mesmos e do nosso povo,o repositório da nossa cultura e tradição.
Assim, festejemos o Dia do Escritor,o 25 de Julho.
Hoje,mais do que nunca,impresso ou virtual o livro dá voz ao ser humano e diz que se não falarmos,quem mais falará?Seremos uma sociedade refém do silêncio.
Miriam de Sales
Escritora,editora e blogueira
Jul/13

                                          IMPORTANTE!










terça-feira, 9 de julho de 2013

A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO

                               


                       A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO

Por Miriam Sales*
Juro,fiquei muito contente em saber que, Vargas Llosa,escritor peruano e ganhador do Nobel,conhecido por suas ideias liberais,no seu novo livro “A Civilização do Espetáculo,”um ensaio melancólico,esposa e faz chegar ao mundo,ideias muito parecidas com as minhas,sobre o fim da cultura como a conhecemos e vivemos.
Conhecido por sua aversão ao marxismo,o escritor,no entanto,cita obras de Debord,marxista e revolucionário,entre outros famosos autores e formadores de opinião como T,S.Eliot,um dos meus favoritos,para corroborar suas ideias a respeito do que ele considera a cultura do espetáculo “,a domesticação e mercantilização da cultura”,hoje uma indústria cultural,incompatível com os valores que a nortearam nos bons tempos dos escritores não mercantilistas que escreviam pelo prazer de exibir suas ideias e formar opiniões.
Nesta nossa cultura ,hoje,o mercado dita os valores,promove os escritores que lhe convém,as grandes editoras,mais do que nunca publicam de olho nas vendas e nem se importam de vender gato por lebre,pagar jornalistas para dizer que o ruim é bom e comprar listas dos mais vendidos em órgãos de imprensa venais,sempre dispostos a receber as migalhas que caem das mesas dos poderosos.
O resultado disto tudo é que a mediocridade se instala no nosso meio cultural e até escritores famosos e de bom conceito ,prestam-se a escrever livros bizarros, a mando dos  seus editores,livros onde,nitidamente,são encaixados temas que,até o mais lorpa dos leitores percebe que foram  inseridos ali apenas para cumprir o número de páginas.
Resumindo,segundo Llosa,”a cultura perdeu sua conexão vital  com a realidade,sua capacidade crítica e sua vocação transcendente” e eu acrescentaria,seu compromisso com o público,sua fidelidade á sua época,para transformar-se apenas em diversão tediosa,onde ,poucos livros satisfazem,realmente,o gosto e interesse das massas.
Confesso que,há muito não leio um livro que me encha as medidas;e,confesso ,também,o meu desalento por viver nesta era mercantilista,onde como o Ulisses  de Adorno,vou a concertos apenas para mostrar cultura e aplaudir a orquestra,mas,sem deixar que a melodia me envolva e  penetre nos meus sentidos.
O certo é que mesmo contra nossa vontade o mundo gira e a fila anda levada pelos novos meios audiovisuais  - TV,internet,cinema – que subjugam a palavra e escravizam o pensamento.
A frivolidade das redes sensuais é uma prova inconteste de que estou certa,corroborada,agora,por um mestre da literatura ,corajoso o suficiente para abordar tema tão delicado.
Os talentos mais puros existem,mas,estão escondidos nos seus recantos,sua arte literária escondida e envergonhada ,dentro das pequenas editoras,dos livros independentes ou postados em sites literários,onde a mídia nunca os vê e as grandes editoras não se interessam porque não valem dinheiro.
Enquanto isto, o jornalismo vive de escândalos e fofocas,a literatura vive de Best- Sellers duvidosos,comprados em leilões milionários,no exterior,as artes plásticas estão infestadas de picaretas,a política vive da corrupção e ausência de ideias e a pornografia reina soberana sobre a ternura e o erotismo sadio.
Mas, nem tudo está perdido e ainda se vê uma luz no fim desse túnel; os bons leitores ainda existem e  infensos a esses modismos ,ainda procuram separar o joio do trigo.
Os livros de Dan Brown e daquela mulher cujo nome não sei que escreveu “50 Tons de Cinza” ,vendem muito mais que o próprio Llosa ,no “Sonho do Celta” ou “Conversa na Catedral” ou mesmo “Cem Anos de Solidão”,mas,nem por isso essas obras deixam de ser as mais importantes da nossa história literária e onde quer que exista uma pessoa amiga das letras,elas  ,certamente,notarão a diferença entre o genialidade e o oportunismo.
Uma amostra   da nossa decadência cultural está nas Feiras e Festas literárias;o fracasso de Paraty,esse ano,mostra isso,embora ela seja o parque de diversões de paulistanos abastados e metidos a cultos;do Brasil,nenhum nome de sucesso,simplesmente porque não o temos,ou melhor,existem,mas,escondidos nos seus cantinhos como falei acima.Dos estrangeiros,poucos conhecidos do grande público ,que dá cor e alegria ás festas literárias.As próximas,sinceramente,não vejo um nome que me dê vontade de largar o conforto do meu lar e viajar para vê-los.Na Fliporto, apenas Pilar Del Rio,por ser esposa de Saramago e ter trocado alguns e-mails com ela,anos atrás.Bem,fala-se na presença do Ariano Suassuna,mas,ele virá á Bahia...Esperemos.
Nas outras,menos votadas,continua os mesmos convidados de sempre;as mesmas “estrelas” fabricadas pelos “donos” dessas festas que trocam figurinhas uns com os outros – leve-me para a sua  que lhe levo para a minha  –nesta ridícula dança de cadeiras que só mostra a imbecilidade nacional.
Frequentadora assídua dessas festas e feiras,assisti muitos voos de galinha,escritores que apareciam como promessas nacionais ,mas,que um ou dois anos depois,nunca mais se ouvia falar deles.Pois,o verdadeiro talento é que vale e desponta mesmo no anonimato e no abandono.
Não vejo com alegria nem aplaudo a ganância do mercado que está sufocando a cultura; nem a inconveniente presença da mídia nas festas literárias que patrocinam,mandam e excluem talentos.Mas,quero ser uma das vozes que levantam esse tema tão traumático para os verdadeiros amantes da “Deusa Cadela” como D. H. Lawrence, profeticamente, tratava a Literatura.




                      *Miriam Sales é escritora,editora e blogueira

domingo, 16 de junho de 2013

EDITORIAL:PELOS $0.20????


PELOS $0.20?!
               “ Crescer é reciclar-se cada dia!”
Um transeunte passando  ao lado de um condenado á morte  lhe perguntou:
-O que você fez?
-Roubei uns tomates e vou ser enforcado.
Espantado, perguntou:
-Mas,pelos tomates?!
-Não,pelo pescoço.E,seguiu o caminho da forca.
Não sei porque essa história hilária me lembrou o Movimento Passe Livre que está a atucanar o governo e a sociedade.Toda essa revolta por apenas $0.20 centavos de aumento no preço das passagens?!Ninguém entendeu nada!
Pois é,eu compreendi que os prosaicos $0.20 foram apenas um pretexto,a gota d’água que transborda o copo.Na verdade,o povo está de saco  cheio.Cheio da corrupção que assola o país,cheio dos políticos,cheio das desculpas esfarrapadas,cheio da roubalheira com o dinheiro público ,afanado e mal aplicado,cheio da falta de segurança,da saúde precária e da educação deprimente que seus filhos recebem.
Some-se a este mal estar a melhoria das  comunicações,a presença mais constante dos mais pobres nas redes sociais,os jornais que circulam a preços mais baixos a TV paga ,agora,um direito de “quase” todos,livros mais em conta,palestras esclarecedoras,maior conhecimento e informação.
Saímos a pouco da escravidão física e estamos deixando de ser um país agrícola.Com os programas dos últimos governos (que a classe média,odeia),a milhares de pessoas deixaram a linha de pobreza e, não tendo que se preocupar tanto com a sobrevivência e o “dicumê”,sobrou tempo para uma atividade que os governos conservadores abominam:tempo para pensar.O povo passou a avaliar melhor seus direitos e deveres.Aprendendo a somar,começou a perceber a diferença entre o que paga de impostos e os benefícios que recebe.E,começou a cobrar esses benefícios.
Antes, no meio rural onde vivi até meus 9 anos,diversas localidades não tinham estradas;cavalos e carros de bois com seu chiado saudoso,supriam os transportes.Os paus – de –arara e os jipes e rurais  transportavam os mais abonados.Abertas umas estradinhas vicinais,quase uma trilha,o povo dizia,embora não estivesse satisfeito:-É ruim,percebe?Mas,era mais pio quando não se tinha nada...
Agora,mais sabidos e informados,passados de peões a cidadãos,começam a cobrar estradas mais largas e melhores,não aceitam os buracos,fiscalizam as obras,discutem a falta de carteiras nas escolas,o precário pagamento que o professor recebe e o custo dos alimentos.Passaram a exigir vagas nos hospitais,denunciam o errado e querem os corruptos nas cadeias.Só falta aprenderem a valorizar melhor o voto,saber separar as estações e não votar nos amigos,nem nos amigos dos amigos,nem no vizinho bem falante.
Não tarda,exigirão o fim desta aberração democrática que é o voto obrigatório  (onde já se viu alguém ser obrigado a ter direitos?!) e secreto e  talvez cheguem a pensar como euque luto pelo voto aberto,com registro de nome CE PÊ FÊ e identidade,endereço e nº do benefício social.Para podermos cobrar e/ ou esclarecer quem deu um voto ingênuo ou de conveniência.
Acordem,políticos,pois o gigante adormecido está acordando e ...bravo!
Quando o urso do cigano  estiver dançando na porta do seu vizinho,pode ter certeza que ele vai dançar na sua porta.”Reza o ditado cigano.
Está ruim,mas,se Deus quiser,ficará pior.Cada vez mais movimentos e cobranças.Este rio caudaloso e forte está passando pela vida do Brasil e vai mudá-lo.
Agora, vamos falar da violência policial.O soldado é um pau – mandado;mandou,obedece.É o pit-bul da sociedade e serve ,apenas,ou em primeiro lugar ,para servir aos poderosos. E manter a ordem que convém aos patrões.Substitui os jagunços de antigamente ;embora oriundos do povo não respeitam o povo.Um homem armado é perigoso,principalmente ,quando pensa com o instinto.Eles estão do lado errado da sociedade;deveriam obedecer apenas ao povo,o verdadeiro dono do poder;os outros exercem o poder em nome do povo ,são (ou deveriam ser) seus lídimos representantes.Governadores,prefeitos congressistas,juízes,comandantes não são eternos;apenas,ESTÃO! Já o povo É.Sempre será o verdadeiro dono do poder.
Usar armas,gás lacrimejante,brucutus,gás paralisante contra o povo que,com seus impostos lhes pagam o salário e as armas,me parece traição.Caso de fuzilamento ou Côrte Marcial.
Uma vez,creio que o Alkimin –o político mineiro,nada a ver com o governador nazista de São Paulo- quando Secretário da Fazenda,diante de uma greve de ferroviários,cujos salários estavam atrasados,,aconselhado a mandar a tropa de choque,respondeu.- Nada disso.Manda o trem pagador.
E a greve acabou em paz.
O povo foi ás ruas cobrar tudo que lhe falta não apenas os $0.20.Foi cobrar também,a malversação do dinheiro público na construção de estádios milionários quando ainda lhes falta tanta coisa básica.Reclamar contra a imposição da FIFA,bando de mafiosos,de onde saiu o Havelange e Ricardo Teixeira,hoje,condenados.Cobrar a inversão de valores onde se paga milhões a um jogador de futebol ,mas,se nega um salário decente ao médico e ao professor.Cobrar a devolução do dinheiro suado dos impostos,nas mãos sujas das empreiteiras,imobiliárias e banqueiros sanguessugas.Não queremos esta gente na cadeia,nós a queremos,pobres.Tiremos- lhes tudo que roubaram e façam-nas viver com o salário mínimo nacional.
Não  parem, jovens!Insistam  ,trabalhadores!Resistam,estudantes!Não desistam,trabalhadores!
Evitem baderna para não perder a razão,mas,cobrem não 0.20,mas,cada centavo que nos é devido.Se alguém pode transformar este pais,somos nós.





 Meu primeiro livro digital
O LIVRO DIGITAL
... mas,pode chamá-lo de e-book.
PORQUE APOSTO NO LIVRO DIGITAL
É um livro eletrônico que só pode ser lido em equipamentos como computadores Ipod ou Ipad ,tablets e celulares.
São feitos nos formatos PDF ou HTML.Têm baixo custo e são de fácil acesso, pois, podem ser disponibilizados na rede para downloads e portais gratuitos.
Origem:
Foi  inventado  em 1971 p/Michael Hart q/ digitou a Declaração da Independência nos EE UU.
Em 1973  surgiu o primeiro livro digital “Do Assassinato” do autor Thomas de Quincey (espero q/ ele n/ contribua para  o assassinato do livro impresso, para mim,imprescindível .)
Em 2007 a Amazon  lançou o Kindle.
Vantagens:
Portabilidade (disquetes,CD-ROM,pen-drives,cartões de memória)
Rapidez na chegada da informação;  pede- se  um livro nos States ou no Brasil e poderá lê-lo em menos de 5 minutos.
Custo: 80% menos que  o livro impresso.
Hoje já existem softwares capazes de  proporcionar uma leitura clara com excelente definição ,além de poder acrescentar imagens e sons.  Os audiobooks , são excelentes p/ deficientes visuais.
Direitos autorais: os mesmos do livro impresso.Se o autor não autorizar não  poderá ser alterado,plagiado ,distribuído ou vendido comercialmente.
Futuro:. Sem    dúvidas que  o futuro do livro é digital.O importante é  que já está chegando.
Uma das dificuldades para  esse livro “pegar”,  no Brasil é o baixo acesso à internet; só 10 milhões  têm acesso á banda larga.
Kindle: milhares de livros armazenados num só aparelho portátil,leve e seguro.
“Maktub” e “As Filhas do General”:  meus dois livros digitais.”Maktub”,um livro de mensagens que lancei em 2009,ainda no formato de CD, já vendeu 1500 cópias.
Meu livro “A Bahia de Outrora” será lançado em Julho no formato digital e vendido  sem livrarias,distribuidores ou dores de cabeça.No Amazon,nos sites das livrarias IBA (Abril),Cultura e Saraiva.
A Pimenta Malagueta está pensando em criar o selo PIMENTA MALAGUETA DIGITAL.
“QUEM PUBLICA –IMPRESSO OU DIGITAL – COM A PIMENTA
NÃO SE LAMENTA!”

                   CANTINHO BEM HUMORADO



CANTINHO DA POESIA



Senhora Dona Bahia,

nobre e opulenta cidade, 
madrasta dos naturais, 
e dos estrangeiros madre.

                            Gregório de Matos,mais atual que nunca

De que pode servir, calar, quem cala,
Nunca se há de falar, o que se sente?
Sempre se há de sentir, o que se fala?
Qual homem pode haver tão paciente,
Que vendo o triste estado da Bahia,
Não chore, não suspire, e não lamente? 

A POESIA BURLESCA DE GREGÓRIO DE MATOS GUERRA


Quita,como vos achais
com esta troca tão rica? 
eu vos troco por Anica,
vós por Nico me deixais:
vós de mim não vos queixais,
eu, Quita, de vós me queixo,
e pondo a cousa em seu eixo,
a mim com razão me tem,
pois me deixais por ninguém,
e eu por Arnica vos deixo.
Vós por um Dom Patarata
trocais um Doutor em Leis,
e eu troco, como sabeis,
uma por outra Mulata:
vós fostes comigo ingrata
com a grosseira ingratidão,
eu não fui ingrato não,
e quem troca odre por odre,
um deles há de ser podre,
e eu sou na troca odre são.
Eu com Anica querida
me remexo como posso,
vós co Patarata vosso
estarei bem remexida:
nesta desigual partida
leve o diabo o enganado,
porque eu acho no trocado,
que me vim a melhorar
mas na Moça por soldar,
que vós no Moço soldado
Se bem vos não vai na troca
pela antiga benquerença,
que farei logo a destroca:
porém se Amor vos provoca
a dar-me outros novos zelos,
hemos de lançar os pêlos
ao ar por seguridade,
e eu sei, que a vossa amizade
há de custar-me os cabelos.




ATÉ,JULHO!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

APLAUSOS!


O BLOG DE MAIO/13


                 FEIRA LITERÁRIA DO CAMPO GRANDE,domingo,dia 2,tem mais!
Enquanto a Literatura no Brasil fica sempre em segundo plano e há poucas novidades boas a se divulgar, abrindo a Revista Veja,desta semana,encontrei um motivo para alegrar essa gente estranha que perde tempo e dinheiro tentando arejar as cabeças deste país, :nossos escritores.
Ê ta gente tinhosa  meu Deus!
Todos os dias um maluco se senta  em frente a essa nova máquina de fazer doido,o computador,e escreve abobrinhas esperando ser lido e comentado pelas pessoas,acreditando seriamente que vai salvar o mundo ou,pelo menos,torná-lo menos pior.
Claro que não acontece nada, pelo menos por enquanto, quem sabe um dia e, agora que sabemos que a Biblioteca do Congresso ,nos States,armazena até twitters,vamos caprichar também nessas mensagens curtas,  p/ falta de tempo e espaço o PC  n/ nos deixa escrever a palavra toda  e o Linux ainda substitui as vogais por quadradinhos o que torna o sueco muito mais fácil de entender e escrever que o próprio Linux,pelo menos para mim que sou do tempo da Olivetti, lettera 22,sim senhor!
Mas,voltando ao assunto dessa conversa fiada.Como disse acima,li a notícia de que uma empresa de cosmético,dessas que funcionam com catálogos e vendas domiciliares acrescentou aos cosméticos que embelezam o rosto a venda de livros ,que embelezam a alma ,a preços baixos e estão vendendo bem aos clientes dos seus produtos.
Isso já deve existir há algum tempo, - eu é que sou desligada – mas,o que me chamou atenção foi a estória de uma mulher,Edna, de Cabreúva, que trabalha vendendo de porta em porta  na sua bicicleta,conduzindo livros para comercializar bem longe dos grandes centros urbanos,onde a cultura dificilmente chegaria,nem a lombo de burro.
Ela disponibiliza seis horas do seu precioso tempo, diariamente, para levar cultura a essas pessoas e comenta:
-Tenho leitores sedentos por eles (os livros).
Pois é,escritores,vocês já não precisam  lamentar como Dante:” deixai toda esperança vós que entrais”; vamos ter esperança ,sim,neste Brazilzão das Ednas e de outros pioneiros que à sua própria custa criam bibliotecas,contam   estórias nas escolas de periferia e levam o conhecimento a qualquer lugar onde ele seja avidamente procurado.
È cômodo para nós, escrevermos um livro  e colocarmos nas livrarias e deitar na rede esperando pelos direitos autorais.
Mas,aqueles que não querem ser os “Pedro – pedreiros” da Literatura, - esperando,esperando,esperando só - saem por ai divulgando seu trabalho, suando a camisa para colocá-los nas mãos de alguém,sabendo que ,como o escritor não gera notícia,a Grande Mídia não se interessa por nós que não fomos agraciados pela natureza com uma bunda grande ou pés miraculosos.Nem sabemos tocar guitarra.
Numa livraria competimos com o mundo; lá está desde o poetinha da província até os gênios da humanidade cujas obras monumentais serão sempre lidas e jamais esquecidas  porque  perduram  para sempre.
A fila anda, como diz o escritor Antonio Torres, mas ,a concorrência é desleal.Famoso,quem??? É assim que perguntam sobre nós, - quando perguntam.
Por isso, prefiro divulgar meus livros na Internet,nas escolas,nas palestras em bibliotecas,nas feirinhas literárias como a do Campo Grande,pois,  o escritor tem que ir aonde o povo está. Se intelectual comprasse livro, nós, que temos centenas de leitores nos sites e blogs já seríamos best – sellers há muito tempo.
E os escritores que já obtiveram um  certo renome,também,estão aderindo ás redes sociais,criando fun – pages ,pois,vivemos novos tempos ou ,quem sabe,voltamos ao antigo,dos bardos e pensadores nas feiras e praças de mercado,como Sócrates  e Píndaro.
Parodiando Pessoa,que aniversaria em Junho:
”Não fiz nada,bem sei,nem o farei,
Mas,de não fazer nada isto tirei,
Que fazer tudo e nada é tudo o mesmo,
quem sou é o espectro do que não serei.”

REFLETINDO COM PESSOA
"Não faço teorias a respeito da vida.Se ela é boa ou má não sei,não penso.
Para meus olhos é dura e triste,com sonhos deliciosos de permeio.
Que me importa o que ela é para os outros?A vida dos outros só me serve para eu lhes viver,a cada um a vida que me parece que lhes convém no meu sonho."
                                                              Pessoa,"O livro do Desassossego"


A POESIA DE AMÁLIA GRIMALDI
O VALOR DA FORMA
Nesse vil espelho frio
O reflexo mentiroso
Manipulável concretização
Face ao olhar do desejo primeiro
Ora somente extensão palpável
Superfície de manso lago
Nessa minha romântica imaginação
Na fragilidade de que o distante
Poderia estar perto. Palpável
Na superfície lisa desse espelho plano
De um frio banheiro de hotel de luxo
Minha pele enrugada e meu cabelo branco
Inexorável acontecer a serviço do tema
Silenciosa amarga transicional agonia
Aqui, o valor da forma se configura .
Publicado na Seleta "Os 7 pecados capitais",Ed.Pimenta Malagueta,2013


OBRIGADA PELA VISITA
ATÉ JUNHO!

sábado, 11 de maio de 2013

DIA DAS MÃES




MINHA MÃE, A PROFESSORA ARACI DE SALES OLIVEIRA,EXEMPLO DE DEDICAÇÃO E AMOR AO PRÓXIMO.
SE VOCÊ QUISER SABER QUANTAS PESSOAS ELA EDUCOU  DURANTE SEUS QUASE QUARENTA ANOS DE MAGISTÉRIO,BASTA CONTAR OS FIOS DOS SUES CABELOS BRANCOS.