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domingo, 21 de agosto de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
DE TANGA E CHAPÉU DE GAZETA!...
Num excelente artigo publicado no mês de Abril no jornal “O Globo” ,o escritor João Ubaldo faz um desabafo que é ao mesmo tempo uma denúncia sobre os ganhos do escritor.
_Querem que vivamos de brisa,ele escreve.
Nada mais correto.
Para as pessoas comuns o escritor não precisa ser remunerado.Como vive “nas nuvens”, entregue às suas ilusões e pensamentos,ambos matéria empírica,não precisam se preocupar com coisas materiais e comezinhas como aluguel,alimentação,escola dos filhos,condução, enfim,coisas prosaicas indignas de pessoas que habitam os superiores páramos do intelecto.
Assim ,não precisam receber nada pelos seus trabalhos literários,como artigos escritos em jornais,palestras,apresentações públicas etc.
Escrever não é ofício ,logo não precisa de remuneração.
Como escrever não é considerado uma tarefa séria porque o escritor, o poeta ou ensaísta não vai procurar o que fazer para manter-se e escreve apenas para seu prazer pessoal e brindar seu país e o mundo com as suas mal traçadas?
Como um novo apóstolo ele tem que calçar as suas sandálias velhas e empoeiradas e espalhar seu talento entre todos,gratuitamente, seja na rede ,nos grandes jornais ou publicando livros que ,muitas vezes,como no caso desta escrivinhadora aqui, saem do seu próprio bolso.
As palestras são outra estória.
Antigos presidentes,executivos de grandes empresas e cantores de axé , quando convidados,recebem uma nota preta para dizer umas palavrinhas a um público ávido para ouvi-los ou que desejam apenas “tirar uma foto” com uma celebridade.
_Viu, Totonho,estive lá.
Entende-se; são os seus 15 minutos de fama.
Já o escritor é convidado para uma palestra, mas,espera-se que ele sinta-se honrado pelo convite e vá de graça.
Condução, refeição, tudo por sua conta.
Afinal, pensam alguns, o escritor não é rico?
Certa vez, enquanto eu estava numa livraria freqüentada por gente elegante aqui em Salvador, uma senhora folheava livros.
Agarramos na conversa, naturalmente sobre escritores e livros e ela ficou espantada quando eu lhe disse quanto ganha um escritor e quanto custa o livro que ela compra nas livrarias.
O livro que ela escolheu custava para o leitor $25.Ela não acreditou quando eu lhe disse que o autor recebia apenas 5 a 10% do preço da capa, ou seja, $1.25 a $2.50.
Acho que a pobre moça está de boca aberta até hoje.
Pensava que todos eram como Paulo Coelho ou os artistas de Tv.
Ledo engano!
Os artistas da renascença,como Ubaldo bem colocou,tinham um mecenas que o sustentavam. Casa ,comida e roupa lavada, garantidos.
Mas,tanto Ubaldo como eu, não somos mais jovens e bonitinhos para vivermos de gigolagem.
Artigos nossos, perambulam pela Internet sem que nos paguem nada e nem sequer sejamos comunicados ,da sua trajetória.
De vez em quando abro o Google encontro meus textos habitando vários sites e jornais dispersos por ai sem o um conhecimento.
Segundo estatísticas confiáveis entre sites e blogs eu conto com mais de um milhão de leitores na rede.Se cada um pagasse $0.01 centavo já daria para pagar alguns custos.
Já os sites que publicam e vendem esses textos ,esses sim, devem ganhar muito bem.
Até em Angola e Cabo Verde,eu os encontrei.
Ao menos deram-me os créditos.
Segundo Ubaldo,já existe sábios da Internet pregando o fim dos direitos autorais, mesmo essa merreca que recebemos.
Resta informar a esses bem remunerados cidadãos que os bens, ditos gratuitos ,são regiamente pagos.Por nós,autores.
Diagramação,revisão, divulgação,distribuição e outros” ãos” que são a via crucis do escritor independente e oneram terrivelmente seus bolsos puídos.
Não existe almoço grátis.
Não sei se você, leitor, já reparou que todos os grandes escritores brasileiros foram funcionários públicos: Machado,Graciliano,Drummond,Vinicius, a grande maioria.
Estou pensando seriamente em virar *“chopin” de algum deputado ou senador e conseguir uma sinecura para sobreviver.
Pena que não poderei mais escrever os discursos do Lula.
*Chopin:no Rio Grande do Sul é como e chama o passarinho que vive à custa do tico-tico.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A DURA BATALHA DO ESCRITOR!
Você, leitor,senta-se na sua poltrona confortável e abre um livro.
Você terá, com certeza ,horas divertidas ou instrução garantida,uma viagem magnífica pela mente de outra pessoa e novos conceitos surgirão dentro de si mesmo, mudando idéias pré-estabelecidas e trazendo novas maneiras de ver as coisas.
Esse pequeno objeto chamado livro pode mudar uma sociedade; e,já fez isso muitas vezes. O livro é também o seu amigo mais fiel; o livro é o cachorro impresso.
O trabalho do leitor termina ai; começou com a idéia da compra do livro,a decisão de fazê-lo,apesar dos altos preços praticados por livreiros e editores,a ida à livraria,o prazer da degustação e escolha,a volta prá casa e,por fim,a leitura.
Se o autor for bom,você não para de virar a página;às vezes almoça de livro na mão só o fechando quando a leitura acaba.
Que pena que terminou!
É como se um bom amigo,de conversa lúcida e agradável,de repente,partisse.Você já começa a ficar saudoso.
A gente sabe que um escritor é bom, dizia Salinger,quando o livro acaba e ficamos com vontade de telefonar prá ele.
O que o leitor comum não sabe é a verdadeira batalha inglória que é escrever um livro,no Brasil.
O autor desconhecido – e, todos começam assim –tem que se vestir de paciência e persistência para publicar sua obra.
Primeiro, o trabalho de parir um livro – como todo parto, doloroso! -
Nós inventamos um romance, ou uma crônica a partir daquilo que conhecemos e das experiências que tivemos,então escrevemos como se estivéssemos contando a estória para nossos filhos.
Depois, insistir com editores pouco ou nada acessíveis,muito mais dispostos em investir em “best-sellers” comprados a metro,do que apostar num autor novo que ninguém conhece.
A vantagem dos livros estrangeiros é que já vêm com uma larga publicidade, marketing e merchandising juntos ”trabalhando” o livro e ,aproveitando a mídia, para impor o trabalho ao leitor.
–O brasileiro não lê, dizem eles.Editoras e distribuidores são negócios,como qualquer outro;como vamos perder dinheiro?
Ai, começa a” via-crucis” do autor;nenhuma editora o quer;ele trabalha duro,confia no seu taco,adora escrever,quer repassar suas experiências,modificar preconceitos,mas,esbarra na barreira dos custos.
Se pode, paga para ser publicado.
Tudo bem, uma batalha foi vencida,mas,a guerra está longe de terminar.
Pronto o livro, tem que vendê-lo.Como?
Publicidade,mídia eletrônica ou não,custa muito caro.Muitas livrarias não querem livros consignados.
Com a internet,abriu-se uma pequena luz no fim do túnel;podemos vender e divulgar nossos livros através de e-mails,blogs,sites,Google books, etc e o leitor passará a nos conhecer.Mas,entre conhecer e desejar adquirir vai uma longa distancia.(Tenho mais de1.000 000.000 leituras na rede;se todos os meus leitores comprassem meus livros eu já teria virado “best-seller”.)
Por isso, caro leitor não se irrite se receber um e-mail assim;delete,não compre se não lhe convém (ainda é melhor que os antigos vendedores de porta- em –porta, de quem a gente custava a se livrar),porque para muitos escritores esse é o único meio de divulgar seu trabalho.
Como escritora recebo ou compro livros de muitos colegas e fico feliz de ver a qualidade dos seus trabalhos,a dedicação às letras que eles têm e,me entristeço ao pensar:-Que pena,trabalhos como esses se perdem e muitos jamais conhecerão.
E,com um riso amargo,me lembro que Balzac escrevia folhetins em papel jornal,H,G.Wells foi tapeceiro para sobreviver,Machado teve seus livros recusados diversas vezes e Shakespeare usava o teatro para divulgá-los.
E,se um golpe de sorte não os tivesse tirado do ostracismo?
Mas,não,não,me enganei nas palavras;foi uma dose de sorte,sim,porém,a palavra certa é persistência.Shaw dizia que sucesso é 10% de inspiração e 90% de transpiração.
Eu procuro diariamente o leitor; ele pode não me dar bola,não comentar,não comprar meus livros,mas,quero me fazer presente sem ser chata,respeitando o direito do leitor que não quer receber e-mails evitando,sobretudo,spams,mas, mas, tentando me fazer presente e mostrar meu trabalho.Agradeço o bom retorno que tive e tenho.
Como acreditava Hemingway,quando uma pessoa tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever,não há crítico que possa causar danos ao seu trabalho se este for bom,ou salvá-lo se for ruim.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O TRABALHO DE JACÓ
Sete anos de pastor ,Jacó servia, Labão,pai de Raquel,serrana bela...
Assim começa Camões um dos seus mais belos sonetos.
Relendo-o outro dia,como sempre faço,comparei o trabalho de Jacó com o nosso trabalho literário. Como o moço judeu,futuro patriarca de uma nação,cortejamos a glória literária,um patrão tão oportunista e sem caráter como Labão,que,escravizou durante sete anos –e depois mais sete- o jovem ,até que lhe desse a recompensa com que ele tanto sonhou:o amor de Raquel.
Vivendo num país onde quase ninguém lê,onde o Ministério da Cultura só dá chances á panelinha,lutamos e gastamos muito-dinheiro e suor,para tentar mostrar o nosso talento.
Tudo, o novel escritor precisa pagar; ele não dispõe de um Mecenas,ele é o Mecenas;para adquirir visibilidade ,a primeira coisa que precisa fazer é valer-se da Internet;escrever num site bem avaliado,ajuda muito.Sites,quase todos pagos.E os mais procurados,muito caros. Depois, já razoavelmente conhecido,começa a receber convites das editoras;mas,para publicar,tem que pagar.Caro!Sabem que as pequenas Editoras, praticamente vivem disto?Nunca foi tão oportuno o velho ditado:”o sabido vive do bobo e o bobo do seu próprio trabalho”.E “trabalho”,na literatura,significa talento;talento,que,como Onan,você vai despejando seu sêmen em solo árido,sem perspectivas,nem esperanças.
Participei recentemente de duas coletâneas, um bom caminho para se tornar conhecido-e o mais barato-.Paga-se para participar,a pequena editora embolsa o suado dinheirinho,publica seu livro,juntamente com trabalhos de outros participantes,envia-lhe os livros(de 30 a 50 exemplares),é recebido com alegria pelo autor-agora,sim,sou um escritor profissional-e começa o seu pior trabalho:a distribuição.Você recebe uma pilha de livros e tem que vendê-los.Mal entrega os volumes,a Editora,como mulher caprichosa que já recebeu o seu,some do seu raio de visão.Vai procurar outros candidatos a Mané;e,os acha,porque a vaidade e a esperança,andam de mãos dadas.Até mesmo nós,um dia caímos em outra.
Conversando com muitos colegas escritores percebo que o problema é o mesmo e,infelizmente, se repete.Se o futuro acadêmico tiver família grande e for bem relacionado,passar os livros não fica muito difícil;os parentes,os pacientes(se for médico),os alunos(se,professor),vão adquirindo por gosto ou contrafeitos,para não decepcionar o amigo.Alguns a gente oferece,faz doações a bibliotecas,escolas,formadores de opinião,permuta com outros colegas,vale ser falado e comentado.
No meu caso,coloquei nos sites de vendas na Internet,distribuí em livrarias (consignados,é claro),o certo é que passei quase tudo.
Mas,digamos que o leitor e candidato a autor seja um sortudo e uma grande Editora lhe contrate,mesmo você não sendo puta(veja a Bruna Surfistinha) artista global ou atleta famoso.Saiba que a Editora fica com até 80%dos seus ganhos;se vender $100.000 reais,você só leva $ 20É isso aí,cara pálida!Nas pequenas, o direito autoral é seu,mas você só leva 10%.Ou,paga a edição,mas,vai penar para vender.
Eu continuo , porque foi isto que escolhi;gastos,trabalhos,ouvir nãos redondos ou quadrados não me assusta.Mas,achei que não seria mal contar para os sonhadores como é que a banda toca.
Procuro conhecer novas técnicas: e-book,o livro digital,publicar fora do Brasil,quem sabe em edições de bolso,nunca tive medo de luta.Mas,é preciso ter dinheiro na caixinha e estar disposto a gastá-lo,bem como as solas dos sapatos.
Se a gente acredita,vale a pena.Não sem antes registrar-se na Biblioteca Nacional.Quando meu pai comprava fazendas,corria logo para o Cartório e me dizia:_Quem não registra não é dono.O mesmo vale no terreno literário;mesmo com o MST na nossa cola,roubar um texto é muito mais fácil que roubar terras.Olho nos espertalhões.E Boa Sorte!
*Texto escrito em 2008 ,mas,atual,como nunca!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
ACONTECE POR AÍ:ANIVERSÁRIO DO ESCRITOR JOÃO UBALDO RIBEIRO
Aniversário do escritor João Ubaldo Ribeiro
Biblioteca de Itaparica comemora 70 anos do autor de Viva o Povo Brasileiro
A Fundação Pedro Calmon/SecultBA, através da Biblioteca Juracy Magalhães Jr., em Itaparica, comemora no dia 23 de janeiro (domingo), a partir das 19h, os 70 anos de nascimento do escritor e jornalista itaparicano João Ubaldo Ribeiro. A celebração contará com apresentação musical, teatral, dança e exibição de filme, todos relacionados à obra do aniversariante. Foi nesta biblioteca que, por muitos anos, o escritor utilizou uma das salas para produzir artigos e livros e onde traduziu para o inglês o sucesso Viva o Povo Brasileiro, além de escrever a obra O Sorriso do Lagarto.
O aniversário integra a programação do Café com Leitura, projeto que movimenta o verão da biblioteca, e contará com: exibição do DVD João Ubaldo Ribeiro 70 anos com os amigos, de Carlos Rocha; espetáculo de dança Beneditas, inspirado no livro Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, com a Cia Afro Urbana de Dança; a peça O Rei da Noite, baseada na obra Sempre aos Domingos, com o Grupo de Teatro Oficin’Art eapresentação do cantor, músico e compositor Valtinho Queiroz.
Os festejos contam também com show da banda Caboco Capiroba, que toca músicas regionais e ritmos brasileiros, e tem como componente os músicos Mário Espinheira, João Espinheira, Clara Elisa e Ramon. O nome da banda é inspirado no índio antropofágico, personagem do livro Viva o Povo Brasileiro, uma das obras mais elogiadas do escritor.
Filho Ilustre - As homenagens a João Ubaldo Ribeiro realizadas pela Biblioteca Juracy Magalhães Júnior aconteceram pela primeira em 2004. “A nossa ideia era comemorar o aniversário do filho Ilustre de Itaparica junto com o povo da cidade. O evento passou a ser feito pela prefeitura no centro da cidade. Em 2009, o aniversário voltou a ser na biblioteca, local que sempre esteve de portas abertas para João Ubaldo e todos os itaparicanos”, diz Dalva Tavares, diretora da biblioteca e organizadora da festa em homenagem ao escritor.
João Ubaldo Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, no dia 23 de janeiro de 1941. Ocupa a 34ª cadeira da Academia Brasileira de Letras e em 2008, foi agraciado com o Prêmio Camões, considerado o maior reconhecimento da língua portuguesa. Sua obra literária passa por publicações de contos, crônicas e ensaios, além dos livros Sargento Getúlio, Viva o povo brasileiro, O sorriso do lagarto e A Casa dos Budas Ditosos, entre outros.
Exposição - Todas as obras escritas por João Ubaldo estarão à disposição do público que visitar a biblioteca no dia do aniversário, através da exposição bibliográfica João Ubaldo Ribeiro especial 70 anos. A exposição apresentará ainda notícias e fotos alusivas às comemorações realizadas na biblioteca, em homenagem ao imortal, em anos anteriores.
Serviço:
O quê: Aniversário do escritor João Ubaldo Ribeiro
Onde: Na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior – Rua Rui Barbosa, s/n – Itaparica
Quando: Dia 23 de o janeiro (domingo), a partir das 19h
Atividade gratuita
Informações: 71 3631-1636
Assessoria de Comunicação
FPC - Fundação Pedro Calmon - SecultBA
domingo, 9 de janeiro de 2011
EU,PECADORA,ME CONFESSO AO WINDOWS...
Quando me sento diante de uma tela em branco que espera pacientemente pelas minhas mal traçadas linhas,olha,dá-me uma vontade louca de ser analfabeta.
Primeiro, porque gosto da palavra, que acho- de respeito,forte,cheia de letras gregas e tudo mais,an(sem) (alfa e beta,primeiras letras) ou seja, denomina ,em bom Português, aquelas pessoas que não têm ou não sabem as primeiras letras,inclusive alguns alunos do Enem .
Imagine se não tivesse esse significado,fosse por exemplo,uma profissão.
-O que seu filho faz?
-Ah,ele é analfabeto.
Não soa bonito,lembra terno e gravata,não é? Confesse ou ao menos diga se você já pensou nisto?!
Uma das vantagens de ser analfabeto é que a gente não precisaria se preocupar com a ortografia.Nem com vírgulas,ponto e vírgula e outros chatos sinais de pontuação que a gente nunca sabe exatamente onde pôr,como o hífen,por exemplo que foi deletado e não deixou saudades.Ou a vírgula, que nunca pomos onde eles acham que deveria estar.É claro que não dou a mínima,a vírgula é minha,ponho onde e como quiser,Saramago não punha pontuação em lugar nenhum e é Prêmio Nobel.Por isso,faço um gesto de “aqui ó” e continuo escrevendo...
Outra vantagem especialíssima.O analfabeto não tem computador,logo está livre das chateações,aborrecimentos e gastos que eles nos causam,sem contar que,às vezes despertam os meus instintos mais baixos,como a vontade de assassinar o técnico que anda prá cá e prá lá e não resolve nada.
E você ainda não sabe da missa a metade. Tem coisa mais irritante do que estar escrevendo e aparecer o Word com suas tirinhas vermelhas tentando mostrar que você é uma anta que nem sabe escrever ressuscitar?Também ,nunca vi uma palavra com tantos esses,coisa de maluco.Acho que é por isso que só Cristo ressuscitou,os outros não têm a paciência Dele.
Como se ele,o Word ,fosse um cara inteligente,incapaz ,como é ,de travar um papo cabeça,assim mesmo,sem hífen.
O analfabetismo me tiraria desse doloroso trabalho de escrever,ou melhor,eu nem chegaria lá,sem os efes e erres exigidos pela profissão,que,para mim é um trabalho como outro qualquer,como um operário em construção.
Sento na máquina – pois o PC é uma máquina – mais sofisticada e moderna, mas,sempre máquina -abro o Word,a tela me encara,olho para ela,meio perdida ,-o que é que eu vou botar aí?! - o bom é que se não gostar do que escrevo,deleto,coisa que a gente não pode fazer com críticos ou editores que cismam em torcer o nariz para o nosso suado trabalho.
Pena que a gente não usa mais aquelas sandálias bíblicas,quando se podia parar,tirá-la dos pés e sacudir a poeira na direção do desafeto demonstrando um total desprezo, um modo antigo de dizer,”tou nem aí”... como fazia aquele poeta que nunca foi publicado.
O problema com os analfabetos é que eles ficam fraquinhos por falta das vitaminas ABC ;porém,pior do que ser analfabeto de pai e mãe,como se diz,mostrando que o sujeito não é um qualquer,tem família,não veio a furo ,é ser alfabetizado e nunca ler,ou,seja,esse, cai na ignorância porque quer,não tem desculpa prá essa culpa.Chamamos a esses uns ignorantes cultos.
OK,acabei e estou pronta para as críticas.Como diz o Millôr crítico é o sujeito impotente que faz de tudo prá brochar os outros.Quando não conseguem,ao menos lhe tiram o orgasmo.
É isso ai,crítico não conhece as dores do parto nem os detalhes da criação.Mesmo assim querem dar pitaco na obra alheia.
Eu até que gosto dos críticos ,principalmente,quando estão calados.
Té mais!
FALA O LEITOR:
FALA O LEITOR:
Antonio Sargento,leitorMiriam
Adorei o nosso espaço. Agora essa de ser analfabeto foi legal. A idéia de que aquilo que os olhos não vêem o coração não padece passa por esse raciocínio.
Você é danadinha.
Que delícia de texto, que bom te ler de novo. A cultura que faz a diferença. Beijos.
Artes e Escritas
Mirokca, rainha das letras baianas:
QUEM TEM UM "JARDIM" DE LIVROS E ESTA CERCADA DESSAS MARAVILHOSAS "FLORES" CULTURAIS, NÃO DEVE SE CONSIDERAR UMA "PECADORA" TECNOLÓGICA, MAS SIM UMA MENTE PRIVILEGIADA...
SOU TUA FÃ!!!
BEIJOCAS,
Solange Gomes,professora e escritora
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