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quarta-feira, 16 de abril de 2014

UMA GRANDE ARTE:ANIVERSÁRIO DE UM ANO DO JORNAL "SEM FRONTEIRAS"

                                 O BLOG DE ABRIL/14



SEJA BEM VINDO!


UMA GRANDE ARTE


A grande arte de encantar foi usada ,sem nenhuma economia,pela equipe do Jornal Sem Fronteiras ,nas comemorações do seu primeiro aniversário.
Tudo foi muito bem pensado e não faltou nada.
O evento começou no dia 7/4 com um tour das colunistas para conhecer ou rever as belezas do Rio.Acompanhadas pela direção do jornal,os (as) colunistas tiveram seu dia de alegria e prazer,aliás,bem merecido.Eles e elas ajudam a fazer ,deste,o jornal de informação literária mais completo e importante do Brasil.E,já engatinha pelo mundo que a Dyandreia e o Fábio Portugal não são de meias palavras nem de meias medidas.Prometem e fazem.

Mesa com as edições do jornal

Neste dia ,estive ausente por conta das minhas obrigações na Editora (quem mandou arrumar o pior trabalho do mundo? rsss)mas,sei que o encontro na pérgola de Copa foi magnífico.Très chic,como diria Ibrahim Sued se vivo fosse.
Cheguei dia 8/4 e fui  rever a ABL,a sacrossanta casa de Machado de Assis,guardiã da Palavra e das letras nacionais.




 Aconselho a todos que não percam a visita guiada.É uma verdadeira maravilha!Há apresentações de atores,música,poesia,num ambiente  cheio de obras de arte,telas,vasos barrocos  ,cheirando a sândalo e com gosto de passado.
No final ,tivemos o prazer de conversar com Evanildo Bechara,sobre gramática,literatura moderna e antiga,sobre os acadêmicos e a responsabilidade dos escritores ,formadores de opinião,diante do nosso público leitor.

Fotos da equipe:elegância e brilho


No dia seguinte,mais um baiano se juntaria aos grandes da Literatura,o escritor Antonio Torres,um dos nomes mais festejados da Bahia.
Á noite,uma confraternização mais “light”,que ninguém é de ferro,no Leme.Soube que rolou muito chopp e conversa descontraída.Muito bom!
Tanto riso, tanta novidade,tanta alegria,então esse povo não trabalha!?
Ledo engano! Olha só o que nos espera.Uma reunião de pauta ,apenas para colunistas, onde serão traçadas as diretrizes  para o bom funcionamento do  jornal em 2014.Convidada a escrever para o jornal,no qual terei uma coluna a partir de Junho,compareci e me inteirei de tudo,curiosa e pronta para aprender com os maiores do que eu.A Betty Silberstein,que terá muito trabalho para me por na linha,pois,meu estilo Saramago,que não liga para regras e odeia vírgulas,vai deixá-la louca,o Gonzaga,experiente e lidador,a Dyandreia e o Fábio,capitães deste barco vitorioso e muitos mais.

                            O bolo,maravilha da arte gastronômica

Muito produtiva ,a reunião foi esclarecedora e importante;novidades surgiram,como o Portal, que irão alavancar o nosso trabalho,principalmente de divulgação por todo o mundo.Dyandreia e eu estaremos em Turim,nesse prazeroso trabalho e,eu,logo em seguida ,em Lisboa,continuando essa peregrinação por terras europeias.




A singeleza dos marcadores de mesas

Mostra sua cara, Brasil!Será o nosso lema.
Depois do trabalho ,o almoço  na Colombo foi a celebração do compartilhamento e espírito de equipe.
Detalhes da festa


Conheci tanta gente linda e elegante que quase fiquei tonta.Nem me atrevo a citar nomes,pois,não quero esquecer ninguém.

E, por fim,”last but not least”, a joia da coroa:o jantar de gala no Bufê Caravelas,um dos mais importantes do Rio.
Serviço,local,atendimento dos garçons,tudo perfeito!
Muita gente já cantou esse jantar  portanto não vou me dedicar muito ao assunto.Digo apenas que,foi perfeito,encantador,e fechou com chave de ouro,esta festa magnífica.
Eu e a Jhô Alcoforado,estudando grandes parcerias na Paraíba


Mulheres lindas,elegantes,cavalheiros em black-tie,parecia o Rio de outras eras.Champanhe,salmão,uma doçaria de fazer inveja ao Eça e ,no gran finale,um magnífico bolo de aniversário.
Parabéns,Dyandreia,você provou ser,além de grande jornalista,uma hostess que nada fica a dever ás grandes do passado como Lourdes Catão ou Teresa de Souza Campos.

Detalhes do almoço na Colombo


Fiquei feliz.Os bons tempos voltaram! 


Confeitaria Colombo,mais de um século de boa gastronomia



FLIPOÇOS

OI,VOCÊS DE POÇOS DE  E DE TODO MUNDO,VENHAM ASSISTIR  E OPARTICIPAR DO BATE - PAPO SOBRE O HUMOR NA LITERATURA.
EXIJO MUITO RISO E POUCO SISO!

INFORME FLIPOÇOS





Dia 29 de Abril às 14h30 no Espaço Hora da Prosa, Literatura e Humor - "Um bate papo bem humorado com Miriam Salles" - risos e histórias engraçadas de nomes importantes do humor de ontem e de hoje.

Agende-se desde agora para aproveitar todas as novidades deste grande evento literário de Minas Gerais!






segunda-feira, 17 de março de 2014

O SÁBIO E O POETA






o blog de março/14
curta!

O SÁBIO E O POETA


O desejo do sábio é explicar a vida;a aspiração do poeta é cantá-la.
O sábio se sente na obrigação de responder as interrogações do mistério;o poeta,o interroga.
O sábio,explica o céu;o poeta o contempla.
A Ciência,envelhece;á Poesia pertence a eterna juventude.
Na  Ciência,existe ,sempre,um crepúsculo;a Poesia é a sempiterna aurora.

...e,quando forem descobertos todos os mistérios da terra e esteja morto o último sábio,escutaremos , a voz do último poeta,soando  nesta última noite,cantando uma epopeia em louvor dos  astros;e,será o rouxinol da eternidade!

Miriam Sales e Lúcia Laborda,grande poetisa,na Bienal da Bahia/2009





"Quando alguém evolui,evolui tudo ao seu redor.
Quando tratamos de ser melhores do que somos,toda nossa redondeza se transforma para melhor."
O Alquimista

PARTICIPE!


XXVII SALONE INTERNAZIONALE DEL LIBRO TORINO.ITÁLIA
ESTAREMOS LÁ!


BOAS LEMBRANÇAS
MARECHAL DEODORO,ALAGOAS,CIDADE DOS MEUS ENCANTOS!



OBRIGADA PELA VISITA.
VOLTE SEMPRE!

quarta-feira, 5 de março de 2014

ESCREVER UM LIVRO É UM BOM INVESTIMENTO?




O BLOG DE FEVEREIRO/MARÇO/14

SEJA BEM VINDO!

ESCREVER UM  O LIVRO  É  UM BOM INVESTIMENTO?
-Você leva jeito, meu filho,diz o teu pai...
Esse garoto é ótimo em redação, fala tua professora...
Belo artigo ,aquele,para o jornal universitário,dizem os colegas...
Pronto, ai você se convence que é um escritor...
Começa nos sites literários, é lido,comentado e louvado;os organizadores de Seletas e Antologias lhe convidam a participar.Daí em diante,já mordido pela mosca azul,você se decide: escreverá seu primeiro livro!
Os caminhos são muitos; alguns mandam arquivos para grandes editoras,que ,quase nunca retornam ou,quando o fazem ,usam a mesma cartinha circular,que é a pá de cal no sonho do novel escritor: - Infelizmente,blá – blá – blá...
Os mais atirados e confiantes no seu taco,partem para a produção sob demanda,feita pelas pequenas editoras;o autor as contrata,paga o livro,geralmente 100 exemplares , que recebe num prazo entre 60 a 180 dias,na sua casa,pronto para a venda.
E,ai,começa a via – crucis do autor,muitas vezes sem contar com nenhum Cireneu em seu caminho.Refiro-me á venda do livro.
Editores não vendem livros; mesmo as grandes editoras estão terceirizando tudo,até mesmo a gráfica.O máximo que os pequenos editores podem fazer – se assim quiserem  e poucos se dão a esse trabalho – é divulgar seu autor nas redes sociais,criar fun pages e blogs de divulgação e participar de inócuas feirinhas de bairro nas suas cidades.
Se o pequeno editor é também um escritor,como no meu caso (mas,pelo que vejo sou a única em todo Brasil),e é convidada para  Bienais,Feiras e Festas literárias em todo Brasil ou exterior,pode levar ,na bagagem ,os livros de seus autores,para vender ou divulgar.
Mas, tudo isto tem um custo e esse artigo foi escrito para mostrar esse lado da questão.
O livro é um investimento que o autor faz nele mesmo; é o mesmo que montar uma loja,um açougue ou supermercado;os custos e procedimentos são os mesmos,o produto é que é diferente.Se quer crescer o autor tem que abrir o bolso.
No começo da minha carreira,em 2008,quando publiquei meu primeiro livro,eu comparecia a todas as festas literárias importantes – Paraty, Fliporto, Flimar – por minha conta e risco;sempre achava um cantinho ex – office, para mostrar meus livros,conversar com as pessoas e,assim,vendia todos.
Daí,  os organizadores  repararam  em mim e comecei a ser convidada,com direito a cachê e tudo mais.
As Feiras que eu não podia ir,enviava meus livros e pagava ao pessoal responsável pelo stand,para divulgá-los;stands custam caríssimo,como aliás,tudo que se refere a cultura no Brasil,e,essas pessoas trabalham,durante cerca de dez dias,pagam impostos,empregados,manutenção,transporte,tudo,logo não podem fazer divulgação gratuita.
Esqueça a mania de achar que o Estado tem que bancar tudo; mesmo porque,os escritores gov.com têm vida muito curta;duram um mandato.Acabou a galinha,acabou o resguardo,diz o velho (e,sábio) ditado.
É importante que o autor se arrisque,mostre a cara,saia da toca;como Josué,derrube as muralhas da Jericó que é a sua cidade e ganhe o mundo.
Após o mercado nacional ,tente o internacional,onde as coisas,realmente,acontecem;lá está um público cativo,de primeira classe,editores do mundo inteiro,livreiros,um admirável  mundo novo  a ser descoberto.
Eu recomendo, entre outros, a Feira do livro de Genebra,cujo contato,Jacqueline Aisenman é de confiança e tem garra;o próximo Salão Internacional do Livro ,em Turim,com um grupo fantástico ,encabeçado pela Sônia Miquelin,trabalhando a todo vapor;O Salão do Livro,em Paris ,em 2015.
Fiquem atentos ás notícias sobre esses e outros eventos.
Dentre as Feiras nacionais,aqui vai a sugestão para que  seus organizadores disponibilizem um espaço para autores independentes de todo Brasil,onde possam mostrar seus trabalhos  com respeito e dignidade,cotizando os custos.Seria muito bem visto e muito interessante.Creio que a Flipoços  criou um espaço assim.Confiram!
Vale a pena se a alma não é pequena nem se apequena diante das dificuldades. E,se for grande a sua vontade de vencer,a vitoria lhe sorrirá.
Lembre-se, o céu não ajuda o homem que não age!


                   UM POEMA DE JACKSON XAVIER



Arte de Marina Gentile,poeta 

JACKSON XAVIER É POETA E PARTICIPANTE DA SELETA  'VERSEJA,BRASIL'.
BAIANO,ROMÂNTICO,PENSADOR E AUTOR DO LIVRO 'O HÁLITO DO DESERTO',PUBLICADO PELA EDITORA PIMENTA MALAGUETA.



ESTAREMOS PRESENTES COM OS LIVROS DA ESCRITORA MIRIAM SALES E COM AS SELETAS: TRAÇOS E COMPASSOS,OS SETE PECADOS CAPITAIS E VERSEJA,BRASIL.
O TRABALHO DE TODOS ESSES AUTORES ESTARÁ Á VISTA DO SELETO PÚBLICO EUROPEU QUE VISITA NOSSO STAND.

AUTORES:


ACHEL TINOCO
ADRIANA GREGÓRIO
ALESSANDRO UCCELLO(IN MEMORIA)
ANA BAILUNE,ANA MEIRELES,ÂNGELO ROMERO,ANNE LIERI
ANTÓNIO SANCHES
TONINHO BIRA,ARLETE TRENTINI,CARLOS MONTEIRO,CARLA ELÍSIO,CESAR UBALDO,
CHARLENE FRANÇA,CLARISSA MACEDO,CLÁUDIO HERMÍNIO,CLÁUDIO POETA
DERVAL MAGALHÃES,DHIOGO JOSÉ CAETANO,DJANIRA LUZ,EDISON CORRÊA,
EGGLE SOARES,GERALDO RIBEIRO,GISELA BRUM,IVONE SOL,JACKSON XAVIER
LAHIDE ALVES,MALÚ FERREIRA,MARINA GENTILE,NATANAEL LIMA,ORLANDO BARRÊTO,ORLANDO CARVALHO,OTELICE SOARES,ROBSON LEMOS BAHIA,ROGÉRIO MOTTA,ROSANE SILVEIRA,SANDRA CANASSA,SÍLVIA REGINA COSTA LIMA,VAGNER PEDREIRA.








ADROALDO BORBA,ALFREDO DE MORAIS,ALMIR TOSTA,ALESSANDRO UCCELLO,AMÁLIA GRIMALDI,ANA ROCHA,ANTONIO BARRETO,ÂNGELO ROMERO,ARLETE TRENTINI,CARLOS SOUZA YESHUA, CLÁUDIO HERMÍNIO,CHARLENE FRANÇA,DJANIRA LUZ,ELIANE SILVESTRE,ELENILSSON NASCIMENTO,FÁBIOSHIVA,GUACIRA MACIEL,ISABEL VARGAS,IVONE SOL,IZABELLE VALADARES,JACQUELINE AISENMAN,JOSÉ RAMOS,LIZIEN DANIELE,MARIA ALICE FERREIRA,MARIA LUIZA RAMOS,MARINA GENTILE,MÁRIO SÉRGIO,MIRANDI OLIVEIRA,PABLO RIOS,RENATA RIMET,ROGÉRIO BATISTA,SANDRA CANASSA,TINA COUTO,VALDECK DE JESUS,ZEZE BARCELOS.


AMÁLIA GRIMALDI,ANA BAILUNE,ALFREDO NETO, ARAKEN GALVÃO,
AURÉLIO SCHOMMER,ALMIR TOSTA,ANA MEIRELES,ANA ROCHA,
CEZAR UBALDO,CARLITO LIMA,CARLOS SOUZA,DINARTE PORTELA,ELENILSSON NASCIMENTO,GERALDO RIBEIRO,JACIRA FAGUNDES,JOSÉ CLÁUDIO ADÃO,LUCIANO MARINHO,MALÚ FERREIRA,MARCOS VIEIRA,MOACIR SARAIVA, ,MARINA GENTILE,MORGANA GAZEL,SANDRA CANASSA,VALDECK DE JESUS.







                                            AUTOR,PARTICIPE DESTE CONCURSO!






                                                     RIR É O MELHOR REMÉDIO








sábado, 11 de janeiro de 2014

A ESCRITA E AS LEITURAS

                   

                         

O BLOG DE JANEIRO/14


                                 A ESCRITA E AS LEITURAS

Nós, escritores, somos também leitores.Alguns de nós leitores compulsivos.E,crentes,porque ,acreditamos naquilo que lemos.
D. Quixote começou a tomar moinhos de vento como gigantes, porque  leu,num livro  de aventuras que,um dia,nesta terra houve gigantes.E,acreditou no livro.Comecei a sonhar com sereias depois que  abri a Odisseia e  li que o herói,Ulisses,foi tentado pelo seu canto.
Percebi ,participei e odiei a guerra depois que li Erich Maria Remarke descrevê-la em “Nada de Novo no Front”,um impacto muito forte no espírito e na mente de uma jovem de quinze anos.
O escritor é um crente. Apesar de já ter deixado a juventude – a idade das crenças – para trás,e caído na dura realidade adulta,ele ainda crê e continua lutando contra moinhos de vento.Tenta mudar o mundo em vez de associar-se a ele,quer derrubar preconceitos,inculcar ideias novas em corações e mentes e  acima de tudo ser fiel a si mesmo.Crer no seu talento quando todos o ignoram.
Afinal, o que é um escritor?Apenas alguém que escreve? O professor, o padre,o contador ,o jornalista também escrevem ,mas,nem todos são escritores.
Escritor é quem publica?  Mas, existem os amadores,os que escrevem, mas, não publicam por medo ou timidez.
Escritor é quem tem sucesso? Falado na mídia, detentor de prêmios,convidado de festas literárias e ou acadêmicas,citado,lido,autor de livros colocados nas principais livrarias,apontado ,respeitosamente nos aeroportos ou restaurantes;não raro ,solicitados a dar autógrafos nos livros que escrevem ou deitar opiniões sobre tudo e todos.
E, no entanto,o verdadeiro escritor não é midiático;escrever é um ato solitário e,na verdade,ele detesta ser “arroz de festa”.Se pudesse,estaria calmo,no seu canto,assuntando o mundo,para só então,descrevê-lo.
“Nós, escritores,jamais mudaremos o mundo” afirma Saramago,o festejado escritor luso,que complementa:”A Arte e a Literatura não tem poder diante dos exércitos”,mas,o escritor tem,sim,a responsabilidade da ética e da palavra e não pode ser venal.
Como cidadãos temos o dever de protestar, de expor nossas ideias,temos que uivar,como diz o nobre escritor supra – citado.
A literatura revela segredos nossos, pensamentos escondidos, verdades reveladas não por Deus,como dogma,nem pela mão de chumbo do poder,mas,apenas,pela nossa imaginação,pela faculdade humana de meditar e tentar mudar conceitos pré –estabelecidos.Não mudamos o mundo,mas,se mudarmos uma pessoa,podemos nos dar por satisfeitos,pois,não escrevemos em vão.
Será que esta forma de fazer literatura, essa sintonia entre o livro e o leitor está morrendo nos tempos de agora?Cervantes e Nietzsche estarão sendo derrotados pela TV de Ted Turner ou pelo PC de Bill Gates?O Google é meu pastor, nada me faltará,esta é a nova crença?
Cresci na Era do Rádio e do jornal, no interior da Bahia,onde meu pai,todas as manhãs,sentava-se na espreguiçadeira para ler “A Tarde”; “saiu na Tarde é verdade”,rezava o slogan.
Hoje, pela TV,assistimos ao vivo e a cores em alta definição no HD ,a genocídios  cometidos mundo  a fora,golpes de estado,morticínio e injustiças diversas.Não precisamos ouvir ou ler sobre isso para acreditar; basta olhar.
Os jornais e revistas que ás vezes trazem o  artigo de um escritor nos chegam com gosto de café requentado.
Muitos já o postaram no Facebook, nos seus sites e blogs e nos jornais virtuais ,como eu faço.
São lidos muito mais rápidos através do mundo. O Feed jit se encarrega de me mostrar quem são,de onde veem,através de que canais e o que leem.Um círculo precioso que Dante jamais poderia ter colocado no paraíso,porque,hoje não se publica, se posta.
O certo é que ,nós,que escrevemos,resistimos,insistimos e escrevendo ou postando, não devemos deixar de transmitir ideias ou experiências. A palavra é nossa ponte para o sempre.Nos esforçamos para criar leitores desde a infância ;que leiam ,não importa se no livro impresso,tão caro á nossa geração ou o e-book ou e-pub,lidos nos tablets e celulares.Pois o livro é a educação dos sentidos através da linguagem;é a intimidade do nosso país,o conceito que fazemos de nós mesmos e do nosso povo,o repositório da nossa cultura e tradição.
Hoje,mais do que nunca,impresso ou virtual o livro dá voz ao ser humano e diz que se não falarmos, quem mais falará?Seremos uma sociedade refém do silêncio.
Miriam de Sales
Escritora, editora,palestrante  e blogueira.



SE TE CONTO...



Penélope


Naquela rua mora um casal de velhos. A mulher espera o marido na varanda, tricoteia em sua cadeira de balanço. Quando ele chega ao portão, ela está de pé, agulhas cruzadas na cestinha. Ele atravessa o pequeno jardim e, no limiar da porta, beija-a de olho fechado.

Sempre juntos, a lidar no quintal, ele entre as couves, ela no canteiro de malvas. Pela janela da cozinha, os vizinhos podem ver que o marido enxuga a louça. No sábado, saem a passeio, ela, gorda, de olhos azuis e ele, magro, de preto. No verão, a mulher usa um vestido branco, fora de moda; ele ainda de preto. Mistério a sua vida; sabe-se vagamente, anos atrás, um desastre, os filhos mortos. Desertando casa, túmulo, bicho, os velhos mudam-se para Curitiba.

Só os dois, sem cachorro, gato, passarinhos. Por vezes, na ausência do marido, ela traz um osso ao cão vagabundo que cheira o portão. Engorda uma galinha, logo se enternece, incapaz de mata-la. O homem desmancha o galinheiro e, no lugar, ergue-se caco feroz. Arranca a única roseira no canto do jardim. Nem a uma rosa concede o seu resto de amor.

Além do sábado, não saem de casa, o velho fumando cachimbo, a velha trançando agulhas. Até o dia em que, abrindo a porta, de volta do passeio, acham a seus pés uma carta. Ninguém lhes escreve, parente ou amigo no mundo. O envelope azul, sem endereço. A mulher propõe queimá-lo, já sofridos demais. Pessoa alguma lhes pode fazer mal, ele responde.

Não queima a carta, esquecida na mesa. Sentam-se sob o abajur da sala, ela com o tricô, ele com o jornal. A dona baixa a cabeça, morde uma agulha, com a outra conta os pontos e, olhar perdido, reconta a linha. O homem, jornal dobrado no joelho, lê duas vezes cada frase. O cachimbo apaga, não o acende, ouvindo o seco bater das agulhas. Abre enfim a carta. Duas palavras, em letra recortada de jornal. Nada mais, data ou assinatura.   Estende o papel à mulher que, depois de ler, olha-o. Ela se põe de pé, a carta na ponta dos dedos.

— Que vai fazer?

— Queimar.

Não, ele acode.  Enfia o bilhete no envelope, guarda no bolso. Ergue a toalhinha caída no chão e prossegue a leitura do jornal. 

A dona recolhe a cestinha, o fio e as agulhas.

—   Não ligue, minha velha. Uma carta jogada em todas as portas.

O canto das sereias chega ao coração dos velhos? Esquece o papel no bolso, outra semana passa. No sábado, antes de abrir a porta, sabe da carta à espera. A mulher pisa-a, fingindo que não vê. Ele a apanha e mete no bolso.

Ombros curvados, contando a mesma linha, ela pergunta:

— Não vai ler?

Por cima do jornal admira a cabeça querida, sem cabelo branco, os olhos que, apesar dos anos, azuis como no primeiro dia.

— Já sei o que diz.

— Por que não queima?

É um jogo, e exibe a carta: nenhum endereço. Abre-a, duas palavras recortadas. Sopra o envelope, sacode-o sobre o tapete, mais nada. Coleciona-a com a outra e, ao dobrar o jornal, a amiga desmancha um ponto errado na toalhinha.

Acorda no meio da noite, salta da cama, vai olhar à janela. Afasta a cortina, ali na sombra um vulto de homem. Mão crispada, até o outro ir-se embora.

Sábado seguinte, durante o passeio, lhe ocorre: só ele recebe a carta?  Pode ser engano, não tem direção. Ao menos citasse nome, data, um lugar. Range a porta, lá está: azul. No bolso com as outras, abre o jornal. Voltando as folhas, surpreende o rosto debruçado sobre as agulhas. Toalhinha difícil, trabalhada havia meses. Recorda a legenda de Penélope, que desfaz a noite, à luz do archote, as linhas acabadas no dia e assim ganha tempo de seus pretendentes. Cala-se no meio da história: ao marido ausente enganou Penélope? Para quem trançava a mortalha? Continuou a lida nas agulhas após o regresso de Ulisses?

 No banheiro fecha a porta, rompe o envelope. Duas palavras... Imagina um plano? Guarda a carta e dentro dela um fio de cabelo. Pendura o paletó no cabide, o papel visível no bolso. A mulher deixa na soleira a garrafa de leite, ele vai-se deitar. Pela manhã examina o envelope: parece intacto, no mesmo lugar. Esquadrinha-o em busca do cabelo branco — não achou.

Desde a rua vigia os passos da mulher dentro de casa. Ela vai encontra-lo no portão — no olho o reflexo da gravata do outro. Ah, erguer-lhe o cabelo da nuca, se não tem sinais de dente... Na ausência dela, abre o guarda-roupa enterra a cabeça nos vestidos. Atrás da cortina espiona os tipos que cruzam a calçada. Conhece o leiteiro e o padeiro, moços, de sorrisos falsos.

Reconstitui os gestos da amiga: pós nos móveis, a terra nos vasos de violetas úmida ou seca... Pela toalhinha marca o tempo. Sabe quantas linhas a mulher tricoteia e quando, errando o ponto, deve desmanchá-lo, antes mesmo de contar na ponta da agulha.

Sem prova contra ela, nunca revelou o fim de Penélope. Enquanto lê, observa o rosto na sombra do abajur. Ao ouvir passos, esgueirando-se na ponta dos pés, espreita à janela: a cortina machucada pela mão raivosa.

Afinal compra um revólver.

— Oh, meu Deus... Para quê? — espanta-se a companheira.

Ele refere o número de ladrões na cidade. Exige conta de antigos presentes. Não fará toalhinhas para o amante vender? No serão, o jornal aberto no joelho, vigia a mulher — o rosto, o vestido — atrás da marca do outro: ela erra o ponto, tem de desmanchar a linha.

Aguarda-o na varanda. Se não a conhecesse, ele passa diante da casa. Na volta, sente os cheiros no ar, corre o dedo sobre os móveis, apalpa a terra das violetas — sabe onde está a mulher.

De madrugada acorda, o travesseiro ainda quente da outra cabeça. Sob a porta, uma luz na sala. Faz o seu tricô, sempre a toalhinha. É Penélope a desfazer na noite o trabalho de mais um dia?

Erguendo os olhos, a mulher dá com o revólver. Batem as agulhas, sem fio. Jamais soube por que a poupou. Assim que se deitam, ele cai em sono profundo.

Havia um primo no passado... Jura em vão, a amiga: o primo aos onze anos morto de tifo. No serão ele retira as cartas do bolso — são muitas, uma de cada sábado — e lê, entre dentes, uma por uma.

 Por que não em casa no sábado, atrás da cortina, dar de cara com o maldito? Não, sente falta do bilhete. A correspondência entre o primo e ele, o corno manso; um jogo, onde no fim o vencedor. Um dia tudo o outro revelará, forçoso não interrompê-la.

No portão dá o braço à companheira, não se falam durante o passeio, sem parar diante das vitrinas. De regresso, apanha o envelope e, antes de abri-lo, anda com ele pela casa. Em seguida esconde um cabelo na dobra, deixa-o na mesa.

Acha sempre o cabelo, nunca mais a mulher decifrou as duas palavras. Ou — ele se pergunta, com nova ruga na testa — descobriu a arte de ler sem desmanchar a teia?

Uma tarde abre a porta e aspira o ar. Desliza o dedo sobre os móveis: pó. Tateia a terra dos vasos: seca.

Direto ao quarto de janelas fechadas e acende a luz. A velha ali na cama, revólver na mão, vestido brando ensanguentado. Deixa-a de olho aberto.

Piedade não sente, foi justo. A polícia o manda em paz, longe de casa à hora do suicídio. Quando sai o enterro, comentam os vizinhos a sua dor profunda, não chora. Segurando a alça do caixão, ajuda a baixá-lo na sepultura; antes de o coveiro acabar de cobri-lo, vai-se embora.

Entra na sala, vê a toalhinha na mesa — a toalhinha de tricô. Penélope havia concluído a obra, era a própria mortalha que tecia — o marido em casa.

Acende o abajur de franja verde. Sobre a poltrona, as agulhas cruzadas na cestinha. É sábado, sim. Pessoa alguma lhe pode fazer mal. A mulher pagou pelo crime. Ou — de repente o alarido no peito — acaso inocente? A carta jogada sob outras portas... Por engano na sua.

Um meio de saber, envelhecerá tranqüilo. A ele destinadas, não virão, com a mulher morta, nunca mais. Aquela foi a última — o outro havia tremido ao encontrar porta e janela abertas. Teria visto o carro funerário no portão.   Acompanhado, ninguém sabe, o enterro. Um dos que o acotovelaram ao ser descido o caixão — uma pocinha d’água no fundo da cova.

Sai de casa, como todo sábado. O braço dobrado, hábito de dá-lo à amiga em tantos anos.  Diante da vitrina com vestidos, alguns brancos, o peso da mão dela. Sorri desdenhoso da sua vaidade, ainda morta...

Os dois degraus da varanda — “Fui justo”, repete, “fui justo” —, com mão firme gira a chave.  Abre a porta, pisa na carta e, sentando-se na poltrona, lê o jornal em voz alta para não ouvir os gritos do silêncio.


                                       DALTON TREVISAN, chamado "O Vampiro de Curitiba,"nasceu no Paraná  em junho de 1925.






                                  LIVRARIAS FAMOSAS



Uma das mais belas livrarias de Paris,que,aliás,também é sebo.Ah,o glamour das livrarias europeias!
Foto:We heart it


                       LIVROS QUE NOS TORNAM LIVRES


A sua obra mais famosa é "Utopia" (1516) (em grego, utopos = "em lugar nenhum") . Neste livro criou uma ilha-reino imaginária que alguns autores modernos viram como uma proposta idealizada de Estado e outros como sátira da Europa do século XVI. Um dos aspectos desta obra de More é que ela recorreu à alegoria (como no Diálogo do conforto, ostensivamente uma conversa entre tio e sobrinho) ou está altamente estilizada, ou ambos, o que lhe abre um largo campo interpretativo .

Estou relendo" UTOPIA" ,de Thomas Morus e penso:-se pudéssemos transformar o nosso num país assim?


HISTÓRIAS CURTAS



MAUPERTIUS,ILUSTRE GEÔMETRA FRANCÊS, FOI APRISIONADO NA ÁUSTRIA;LEVADO Á PRESENÇA DA BELA IMPERATRIZ ,ESTA LHE FEZ UMA PERGUNTA CAPCIOSA.
-CONHECES A RAINHA DA SUÉCIA,IRMÃ DO REI DA PRÚSSIA?
-SIM,MAJESTADE.
-DIZEM QUE É A MAIS BELA PRINCESA DA EUROPA.
-REAL SENHORA,EU TAMBÉM,PENSEI ASSIM ATÉ HOJE.




                     OBRIGADA PELA VISITA.VOLTE SEMPRE!