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AUTORES & LEITORES:ESCRITORA BAIANA E JORNALISTA PARAIBANA ELOGIAM A IV FLIMAR













Escritora baiana e jornalista paraibana elogiam evento e sugerem que seja incluído no calendário internacional de festas literárias

 Olívia de Cássia – Repórter


A escritora baiana Miriam Sales conversou com a reportagem do blog e fez uma avaliação da IV Feira Literária de Marechal Deodoro (Flimar), ocorrida de 25 a 28 de setembro passado. Ela faz elogios para o secretário de Cultura e organizador do evento, Carlito Lima, e ressalta que ele é a alma da festa: “Cristiano e os patrocinadores são o motor. Sem recursos não se faz festas e sem o apoio governamental, nada se realiza”, observa.

Esta foi a quarta vez que a autora participou da Festa Literária de Marechal  e observa que a cada dia o evento cresce mais no conceito dos participantes e dos leitores.  A escritora ressalta que toda festa literária, a exemplo da Flimar, traz benefícios ao escritor brasileiro.
“Dá-lhe visibilidade e o põe em contato com o público, o que é deveras importante. Como a literatura é solitária, as festas, bienais e palestras são sempre muito benéficas ao escritor”, explica.

Miriam Sales concorda que o patrocínio das empresas e o apoio da mídia é fundamental para o sucesso do evento. “Tudo isso junto, mais o entusiasmo e o espírito empreendedor do Carlito (Lima) fazem da Flimar uma das mais belas festas literárias do pais, com um jeito próprio e alagoano de ser, caloroso, participante e no meio de cenários paradisíacos. Deveria estar inclusa no calendário internacional de festas literárias”, sugere.

De quinta-feira até sábado, nomes importantes e consagrados uniram-se a escritores em começo de carreira: jovens poetas e jornalistas famosos do passado, mas ainda atuantes compareceram ao evento e respiraram cultura durante a Flimar.

 “O que mais gosto na Flimar é a diversidade e o respeito à “prata de casa”: autores alagoanos têm sempre voz e vez por aqui”, ressalta. As homenagens aos alagoanos Cacá Diegues (cineasta)  e Graciliano Ramos (escritor) também foram destacadas pela escritora baiana.

 “Os participantes dessas mesas trouxeram informação e cultura sobre esses nomes consagrados, beneficiando o público numa linguagem quase sempre clara e interessante. Eu mesma, que estudo Graciliano há muito tempo, aprendi peculiaridades desconhecidas sobre ele, inclusive, seu lado romântico que me surpreendeu”, revela.

















Senado aprova desoneração da folha de pagamento para empresas do comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria

O Plenário do Senado aprovou, na última 5ª feira (11/07), a Medida Provisória (MP) 610/13, na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 17/13, que inclui, além de outros pontos, a prorrogação do Reintegra e a desoneração de setores, que constavam na MP 601/12.
 A MP segue à sanção presidencial. A Presidente tem 15 úteis para sancioná-la contados a partir do recebimento. 
O PLV foi aprovado sem alterações ao texto da Câmara. Foi mantida a inclusão da desoneração da folha para empresas do comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria. O PLV também determina que essas empresas poderão antecipar para 4 de junho de 2013 sua inclusão na desoneração. Essa antecipação será exercida de forma irretratável mediante o recolhimento, até o prazo de vencimento, da contribuição substitutiva, relativa a junho de 2013.
Foi mantida também a desoneração da folha das empresas de varejo dedicadas exclusivamente ao comércio fora das lojas físicas, realizado via internet, telefone, catálogo ou outro meio similar (e-commerce); e às lojas ou redes de lojas cuja receita de vendas de produtos alimentícios seja superior a 10% da receita total.



INSCRIÇÕES ABERTAS


 Há 54 anos o Prêmio Jabuti premia os talentos da literatura brasileira em todas as áreas envolvidas na produção de uma obra. São 29 categorias que abrangem desde a concepção até o projeto gráfico. Participe deste evento! Informações e inscrições:www.premiojabuti.com.br.








As Inscrições para a Feira de Frankfurt 2012 já estão abertas

       Em parceria com Projeto Brazilian Publishers (CBL/Apex-Brasil), Ministério das Relações Exteriores e Fundação Biblioteca Nacional, a CBL apresenta um projeto especial de arquitetura e montagem para o estande do Brasil neste ano. Com 270 m², o espaço oferecerá a infraestrutura de atendimento, recados e serviços de internet, permitindo aos editores que se dediquem a fazer excelentes negócios.

Regras: 
- Inscrições abertas até 6/7/2012 ou enquanto houver espaço disponível no estande.
- Na compra de um módulo ou uma prateleira o expositor terá direito a uma credencial.
- Expositores inscritos até 1º de junho farão parte do catálogo geral de expositores dos organizadores da feira (impresso).
- A inscrição será validada após o recebimento de todos os formulários de participação devidamente preenchidos e assinados conforme regulamento.
- As mesas de reuniões de negócios serão utilizadas mediante agendamento.
- Os expositores poderão cadastrar 10 títulos gratuitamente no Rights Catalogue (publicado dentro do website da Feira), ferramenta utilizada por editoras do mundo todo para compra e venda de direitos autorais.
- Editoras que fazem parte do Projeto Brazilian Publishers têm direito a 01 (um) módulo. 


- 01 módulo é igual a uma estante para livros com 1,45m de altura x 1m de  largura com três prateleiras. 
- Em cada prateleira expõem-se até 05 livros no formato de 27,5cm x 20,5cm sem sobreposição de capas. 
- A distribuição dos módulos dentro do estande do Brasil terá os critérios: 
* A editora que comprar o maior número de módulos escolherá a sua localização em primeiro lugar 
* Se acontecer de duas empresas comprarem o mesmo número de módulos, como critério de desempate, a data de inscrição será utilizada. 
* As demais editoras escolherão a localização de seus módulos conforme a data de inscrição. 
- Para mais informações sobre a Feira, visite o site www.book-fair.com ou mande um e-mail para brazilianpublishers1@cbl.org.br.   

Valores:   
01 (um) módulo 
- Sócios CBL / SNEL - 1.244 Euros 
- Não sócios - 1.778 Euros 
- Brazilian Publishers - não pagam   

01 (uma) prateleira 
- Sócios CBL / SNEL - 362 Euros 
- Não sócios - 519 Euros   

Taxa de utilização: 200 Euros (pagamento em parcela única - não dá direito à credencial)   

Pagamentos e parcelamentos:   
- Em até 5 parcelas, sendo a primeira com vencimento dia 15 de maio e a última, 15 de setembro. 
- A tesouraria da CBL emitirá boletos com os valores correspondentes em Reais, convertidos com a taxa de câmbio da data da inscrição. 
- Além do pagamento relativo ao módulo ou prateleira, cada expositor pagará as despesas geradas comfrete e taxas de exportação, proporcional à quantidade, peso e volume enviados.   


Informações e Inscrições - Câmara Brasileira do Livro 
 
E-MAIL:











Fundação Biblioteca Nacional esclarece o Edital de Livros de Baixo Preço 

A CBL recebeu nesta terça, 24/4, Galeno Amorin, Tuchaua Rodrigues e Gerson Ramos para um bate-papo com editores, distribuidores e livreiros com o objetivo de esclarecer as dúvidas referentes ao Edital de Livros de Baixo Preço. Ficou acertado que a FBN:

- Divulgará a lista das Bibliotecas participantes do projeto com os respectivos contatos

- Prorrogará a entrega dos pedidos pelos PDVs às Bibliotecas, até 31 de maio
- Orientará em quais circunstâncias as Bibliotecas poderão receber pedidos incompletos 
- Dará orientações para solucionar práticas de comercialização adequadas ao mercado 

Para mais esclarecimentos, entre em contato com Tuchaua Rodriguestuchaua@berro.adv.br            51 3254-3241       ou com Gerson Ramosgerson@vivodelivro.com

F:11 8413-5519. 

















ATENÇÃO!
Neste sábado, ás 18hs,na Livraria Cultura,Sh.Salvador,não perder o seminário promovido pela U.B.E (Bahia),"O Poder de Transformação da Literatura".
Teatro Eva Hertz ás 18hs



As inscrições estão abertas para o 29º Congresso da International Publishers Association (IPA). Com o tema, "Publishing para uma Nova Era", o evento tem inicio em 12 de junho de 2012. O congresso trará importantes temas para discussão como: Publishing & Políticas Públicas; E-Books, New Media Strategies;  Questões de Comércio Internacional e Migração Digital Publishing em Educação. Acompanhe a programação no site:http://www.ipa2012.co.za/.



3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital
congreso livro digital ok1 .jpgO 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital terá como tema “A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”.
Será realizado nos dias 10 e 11 de maio de 2012, no Centro Fecomercio de Eventos em São Paulo/SP. 

Assim, para falar sobre os novos rumos desse efervescente mercado, o congresso, organizado pela Câmara Brasileira do Livro, trará importantes temas para discussão: 


•  perspectiva para o livro: hoje e amanhã
•  o autor: peça chave para um mundo de leitores
•  o Direito Autoral aplicado ao livro digital
•  proteção de conteúdo e a questão dos metadados
•  o livro digital na sala de aula
•  biblioteca digital: o case da Bibliothèque Interuniversitaire de Santé Paris







QUEM É 
Professor emérito e chefe do Departamento de Psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte 

O QUE 
Ph.D. pela Universidade de Cambridge, é um dos maiores especialistas em estudos de inteligência em raças e gêneros 

O QUE PUBLICOU Quatro livros sobre inteligência ligada à raça e ao sexo, entre eles Race Differences in Inteligence: an Evolutionary Analysis, e dezenas de artigos em revistas científicas, como a britânica Nature



ÉPOCA – Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?
Richard Lynn – Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, entendo que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade. O estudo que será publicado reuniu dados de diversas pesquisas científicas. E posso afirmar que é o mais completo sobre o assunto.
ÉPOCA – Segundo seu estudo, há países em que a média de Q.I. é alta, assim como o número de pessoas religiosas.
Lynn – Sim, mas são exceções. A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e ao mesmo tempo cerca de 90% das pessoas acreditam em Deus. A explicação é que houve um grande fluxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade nas pesquisas. Mas, se tirarmos as imigrações ao longo dos últimos anos, a população americana teria um índice bem maior de ateus, parecido com o de países como Inglaterra (41,5%) e Alemanha (42%).
ÉPOCA – Cuba é um país mais ateu que os Estados Unidos, mas o nível de Q.I. não é tão alto.
Lynn – Você tem razão. É outra exceção. Pela porcentagem de ateus (40%), o Q.I. (85) dos cubanos deveria ser mais alto que o dos americanos. Mas há também aí um fenômeno não natural que interferiu no resultado. Lá, o comunismo forçou a população a se converter. Houve uma propaganda forte contra a crença religiosa. Não se chegou ao ateísmo pela inteligência. A população cubana não se tornou atéia porque passou a questionar a religião. Foi uma imposição do sistema de governo.
ÉPOCA – E o Brasil, como está?
Lynn – O Brasil segue a lógica, um porcentual baixíssimo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país muito miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e dos negros da África. Fica difícil mensurar a participação de cada raça no Q.I. atual. O que posso dizer é que a história do país se reflete em sua inteligência.
*TRANSCRITO DA REVISTA ÈPOCA






Inter Press Service: O que você acusa de estarem fazendo os EUA?

Fernando Baez: Em primeiro lugar, de violar a Convenção de Haia, que estatui que a propriedade cultural deve ser protegida no caso de conflito armado.

Isso é uma ofensa punível criminalmente, o que explica Washington não ter assinado a convenção, ou o protocolo de 1999 anexado a ela. E talvez isso seja uma razão porque a administração de George W. Bush está procurando imunidade para seus soldados.

Mas não é só os EUA; o resto das forças de Coalizão também é culpado.

IPS: Mas de acordo com os relatórios, foram civis iraquianos e não soldados norte-americanos que saquearam bibliotecas e museus.

FB: Mas o exército norte-americano foi criminalmente negligente, falhando em proteger bibliotecas, museus e sítios arqueológicos, a despeito de claros alertas da UNESCO ( United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), da ONU, do Instituto Oriental da Universidade de Chicago e do ex-chefe do Comitê de Aconselhamento em Propriedade Cultural, Martin Sullivan.

Os iraquianos que decidiram saquear interpretaram a negligência como um sinal vede para agir sem limites.

IPS: Então o pecado cometido pelos EUA foi omitir-se?

FB: Não apenas isso. Também houve destruição direta e pilhagem. Em Nasiriya, em maio de 2004, um ano depois do fim formal das hostilidades, durante um confronto com militantes do clérigo xiita Moqtada el-Sadr, 40000 manuscritos religiosos foram destruídos por fogo pelas forças de Coalizão.

E quando soldados descobriram que a cidade suméria de Ur (no sudeste do Iraque) foi o lugar de nascimento do profeta Abraão, levaram tijolos ancestrais como souvenirs.

IPS: Você também acusa soldados de outros países, além das tropas norte-americanas.

FB: Sim. No final de maio de 2004, carabineiros italianos foram pegos tentando contrabandear artefatos culturais saqueados na fronteira com o Kuwait. E o Museu Britânico avisou que forças polonesas detruíram parte das ruínas antigas da Babilônia, no sul de Bagdá.

IPS: Podemos supor que esses eventos fazem parte de fases do conflito que já foram deixadas para trás?

FB: Não. Mais recentemente descobriu-se que tropas polonesas dirigiram com veículos pesados perto do Palácio Nebuchadnezzar, que data de antes do século sexto antes de Cristo, e cobriram grandes áreas do lugar com asfalto, causando danos irreparáveis. Houve também tentativas de arrancar tijolos do Portal de Ishtar.

A isso se soma o colapso dos muros antigos causado pela passagem contínua de caminhões norte-americanos e helicópteros, e muros pixados com frases como “I was here” ou “I love Mary”.

IPS: Podemos esperar que a situação melhore com o tempo?

FB: Outra acusação que pode ser feita contra os EUA é que foi o causador de um país menos seguro como um todo, gerando as condições para uma destruição cultural, que será ainda pior nos próximos anos, devido à situação de insegurança legal.

Nos dias da pilhagem de Bagdá, o Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, chegou ao ponto de dizer que pilhagem “não é algo que alguém permite ou não permite. É algo que acontece”.

Hoje o Iraque é como um clube de golf dos terroristas do mundo, e seus tesouros culturais não estarão a salvo no futuro.

IPS: Que impacto isso tem causado nos EUA?

FB: Uma das reações foi o reingresso à UNESCO, da qual os EUA se desviaram durante a era de Ronald Reagan (1981-1989) sob o pretexto de que a agência servia como “uma frente comunista”.

Especialistas dos Departamentos de Estado e Defesa dos EUA estão tentando mitigar os danos. A polícia militar norte-americana ajudou policiais iraquianos na busca da “Senhora de Warka”, apelidada de “Mona Lisa da Mesopotâmia”, uma escultura de mármore de 5.200 anos que é uma das mais antigas representações conhecidas da face humana na história da arte.

IPS: Quão significantes são as perdas?

FB: A Senhora de Warka deve valer 100 ou 150 milhões de dólares. Uma tábua cuneiforme suméria ou estatueta assíria podem custar 57.000 dólares na fronteira.

Alguns iraquianos estão comprando livros em mercados de livros usados em Bagdá para devolvê-los às bibliotecas.

Mas o dano é incalculável. Na Biblioteca Nacional de Bagdá, por volta de um milhão de livros foram queimados, incluindo versões antigas das Mil e Uma Noites, tratados matemáticos de Omar Khayyam e escritos dos filósofos Avicena e Averróis.

IPS: Centenas de relíquias também foram perdidas do Museu Nacional de Arqueologia.

FB: Os relatórios iniciais falaram de 170.000 objetos, mas, em realidade, outros 25 artefatos vultosos, assim como 14.000 menos importantes desapareceram. O oferecimento de anistia aos saqueadores levou a um retorno de por volta de 3500, de acordo com o coronel norte-americano que liderou as investigações, Matthew Bogdanos.

Mas além do Museu e Biblioteca nacionais, a Biblioteca al-Awqaf, que abrigava mais de 5.000 manuscritos islâmicos, as bibliotecas universitárias e a biblioteca de Bayt al-Hikma também sofreram perdas. No mínimo 10 milhões de documentos foram perdidos no Iraque ao todo.

[Baez disse que sua pesquisa sobre a destruição de bibliotecas e arquivos foi primeiramente motivada pelas memórias dolorosas de sua infância de quando uma inundação destruiu a biblioteca de sua cidade, San Felix, no sudeste da Venezuela. Ele sente afeição pela biblioteca municipal porque enquanto seus pais trabalhavam, ele era deixado com conhecidos que trabalhavam lá e passava seus dias lendo. Sua pesquisa culminou no livro História Universal da Destruição dos Livros, que documenta a catastrófica perda de livros durante querras, como a Biblioteca de Alexandria, que foi queimada em 48 a.C., ou a queima de milhões de livros pelos nazistas.]

IPS: Você acredita que as forças militares tem sido os piores inimigos dos livros?

FB: Não, na verdade não. Eu acredito que os intelectuais são os piores inimigos. Intelectuais tem queimado livros em nome da Bíblia ou do Corão. Vladimir Nabokov (1899-1977) queimou o Dom Quixote em frente de seus alunos. Destruidores como Adolph Hitler ou Slobodan Milosevic eram bibliófilos. O próprio Saddam Hussein, um arqueólogo e filólogo, publicou três romances. Joseph Goebbels, o gênio da propaganda nazista, era um filólogo.

E muitos outros que lideraram os EUA na guerra do Iraque são acadêmicos. É um paradoxo: os inventores do livro eletrônico foram à Mesopotâmia, onde os livros, a História e a civilização nasceram, para destruí-los.
(Inter Press Service)



SITE DA ENTREVISTA: http://www.fernandobaez.galeon.com/cvitae551799.html















Congresso Literário


Local: Tenda Principal – Sítio de Seu Reis
Autor Homenageado: Gilberto Freyre
Coordenador Literário: Mário Hélio Gomes

11 de Novembro – Sexta-Feira

18h – Conferência de Abertura: DEEPAK CHOPRA: “Cura, transformação e consciência”.

12 de Novembro – Sábado

10h – Painel 1: Frei Betto, em conversa com Bia Corrêa do Lago:“O processo da criação literária”.
11h30 – Painel 2: Marcos Vinicios Vilaça, em conversa com José Paulo Cavalcanti Filho: “Gilberto Freyre e a amizade como uma das belas artes”.
14h30 – Painel 3: Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, Claudio Aguiar e Kathrin Rosenfield, com mediação de Valéria Torres da Costa e Silva: “Os textos sobre sabores e o sabor dos textos de Gilberto Freyre”.
16h – Painel 4: Shigeru Suzuki, Dilip Loundo e Marcelo Abreu, com mediação de Maurício Melo Jr.: “Olhares cruzados e compartilhados: do tradutor e do viajante”.
17h30 – Painel 5: Edson Nery da Fonseca, em conversa com Humberto Werneck:“Gilberto Freyre – um grande sedutor”.
19h – Painel 6: Derek Walcott, Prêmio Nobel de Literatura, conferência:“O Viajante Afortunado – uma noite de poesia com Derek Walcott. Marcus Accioly apresenta o poeta de Santa Lúcia ao público de Olinda”

13 de Novembro – Domingo

10h – Painel 7: Gonçalo M. Tavares e Fernando Báez, com mediação de Nelson de Oliveira:“Como e porque sou escritor”.
11h30 – Painel 8: Silio Boccanera, em conversa com Geneton Moraes Neto:“Terrorismo real e fictício, antes e depois do 11 de setembro”.
14h – Painel 9: Ryoki Inoue, Nelson Motta, Raimundo Carrero e Joca Souza Leão, com mediação de Maurício Cruz:“Aventuras e rotinas da literatura: as múltiplas identidades do escritor”.
17h – Painel 10: Mamede Jarouche, Ioram Melcer e Edwin Williamson, com mediação de Rogério Pereira:“As 1001 noites (d)e Jorge Luis Borges”.
19h – Painel 11: Tariq Ali, em conversa com Silio Boccanera:“Paquistão-Afeganistão – equívocos na guerra ao terror – Obama imita Bush”.

14 de Novembro – Segunda-Feira

10h30 – Painel 12: Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima, com mediação de Vandeck Santiago:“América Latina: para além do bem e do mal”.
14h30 – Painel 13: Nelson Pereira dos Santos, Guel Arraes, Tizuka Yamasaki e Zeneida Lima, com mediação de Alexandre Figueiroa:“Como o cinema e a TV reescrevem a literatura”.
17h – Painel 14: Abdel Bari Atwan, em conversa com Geneton Moraes Neto:“A Primavera Árabe: o que está certo, o que está errado e no que isso vai dar”.
19h – Painel 15: Joumana Haddad, em conversa com Silio Boccanera:“Quem é a nova mulher árabe”.


E MAIS:

Fliporto 2011













O REI, A SOMBRA E A MÁSCARA
Estando em Recife não poderia deixar de conferir o lançamento do livro de Sidney Nicéas,”O Rei,a Sombra e a Máscara”,uma das melhores críticas sociais que já li e recomendo aos cérebros ávidos de boas leituras.
A Livraria Saraiva do Shopping Recife estava  lotada por um público de alto nível que assistiu atentamente o curta – metragem ,a fala do escritor e o sarau musical que nos foi proporcionado.
Grandes nomes da música pernambucana foram prestigiar o escritor,como Getúlio Cavalcanti,Nevinha Queiroga , André  Pinheiro e outros.



O LIVRO:

Com 270 páginas, o livro é dividido em três partes: Parte I – A Moral da Aceitação; Parte II – A Moral da Inevitabilidade; Parte III – A Moral da Moral.

O conteúdo é uma fábula, contendo personagens que retratam o homem e a vida em sociedade. O “Rei” personifica cada ser humano vivente na dualidade terrena. E, na sua jornada, descobre o sentido de estar vivo.
Com design gráfico e projeto editorial arrojado, desenvolvido pela Rae Assessoria de Comunicação, o livro está sendo trabalhado no Recife e em outras cidades brasileiras ,com o maior sucesso.


O CURTA

O curta-metragem é baseado no texto introdutório do livro. Nele, o personagem se percebe num intrigante embate interior, que o conduz a inevitável constatação diante do espelho, a de que ele é feito de luz e sombra, ideia central de todo projeto. O roteiro prevê a duração aproximada de 10 minutos, intercalando imagens em locações diversas.
O ator Júnior Aguiar é o único a aparecer em cena e dá um show de interpretação ante as inquietações da narrativa, num filme produzido com total apoio da Center Produções. O roteiro e a direção são assinados pelo escritor Sidney Nicéas.
Vale destacar que a trilha original do curta é uma composição instrumental inédita do Maestro Spok, que, com seu Sax inconfundível, deu uma sonoridade toda especial ao filme.
O curta tem participado de festivais de cinema pelo país.


O AUTOR:
Recifense orgulhoso da sua terra. Filho da poetisa Wolda Nyria e do Promotor de Justiça José Luiz de Oliveira Júnior. Pai de Victor Hugo. Homem em busca do ‘mais’…
É dono da Rae Assessoria de Comunicação. Sobrinho de Cléo Nicéas, um dos grandes nomes da comunicação do Estado, e neto do falecido jornalista Amarílio Nicéas, famoso na era de ouro do rádio.
Iniciou sua jornada literária em 1995, quando escreveu a peça “Cinzas da Paixão”, encenada no Recife e em João Pessoa (PB). Em 2004 lançou seu primeiro livro, “O Que Importa é o Caminho”, edição independente reunindo poesias, contos e crônicas que se interligam através do tema: encontrar em si o caminho para o êxito na vida.
Em 2006 foi homenageado pelo SESC através do projeto Poetas da Terra, onde foi encenada a peça “O Divino Caminho”, dirigida por Eron Vilar, baseada na obra do autor. Em 2008 lançou oBlog De2em2… , onde publica suas crônicas e contos sempre com uma visão incisiva do ser humano e do cotidiano.
Tendo o ser humano e a vida coletiva como foco do seu trabalho, lança agora a fábula “O Rei, a Sombra e a Máscara”, livro e curta-metragem homônimos (produzidos também de forma independente), e continua escrevendo – já possui três outros livros que em breve serão lançados.
*Dados do autor


O SARAU

O VIOLÃO DE ANDRÉ PINHEIRO


GETÚLIO,NEVINHA QUEIROGA E MAIA,TRIO MARAVILHA

GETÚLIO CAVALCANTI,UM ÍCONE RECIFENSE



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Cronica de: Ignácio de Loyola Brandão

Estão avisando: relaxa e morre!

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2007/07/389180.shtml

Desci a Cardeal Arcoverde, encontrei Jairo olhando a feira de móveis seminovos da Benedito Calixto. A palavra é curiosa, alguns seminovos tinham, no mínimo, 80 anos, eram iguais aos de minha avó.

- Comprando móveis, Jairo?

- Não, apenas olhando. Sempre olho, quero ver se um dia encontro alguns dos que vendi quando desfiz a casa.

- Desfez a casa?

- É uma longa história, dia desses você me paga um café, conto.

Todos sabem que Jairo mora no cômodo de um prédio abandonado há anos, por causa do inventário de uma família que não se resolve há décadas. Ali ele vai ficando.

- Estou com muita vergonha, quero pedir desculpas ao mundo. Não sei como, não sei o que fazer. Tem gente que pode pensar que há pessoas que são o Brasil, mas não são, vão pensar que os brasileiros são todos como eles, mas não são, não sou, você também não!

Falava quase sem respirar, aos borbotões. Era tão claro esse ''''eles''''. Lembrei-me na hora do Marco Aurélio Garcia e seu preposto Bruno não sei o quê.

- Envergonhado com o que, Jairo?

- Com a situação.

Todos no bairro sabem que Jairo lê mais do que qualquer um. Jornaleiros como o Cid fazem que não vêem, deixam que ele chegue cedinho e dê uma ''''filada'''' no jornal. Ainda se diz ''''filar'''', para aqueles que chegam e ficam lendo todas as primeiras páginas, abrem um pouquinho o jornal? Jairo lê mais, está autorizado a abrir o jornal e dar sua ''''filada'''', desde que devolva bem-arrumado. Porque tem gente que não gosta de ler jornal lido.

- Temos várias situações, vivemos no país das situações que nos envergonham. É o Renan?

- Que Renan? Os senadores estão de férias, o Renan agradeceu a todos os santos o acidente da TAM que o tirou das manchetes.

- A morte do ACM?

- Viu que ele quase ganhou cantinhos de página? Tão poderoso, tão onipotente e por pouco não escapou de merecer apenas os centímetros dos obituários normais.

- É o diretor da Anac recebendo medalha da honra ao mérito, enquanto os corpos ainda estavam sendo retirados dos escombros?

- Disse bem, todos de luto e a Anac fazendo festa. Por que não adiaram em respeito aos mortos, à tristeza?

- Então foram os gestos do Marco Aurélio Garcia e o Bruno não sei o quê se congratulando pornograficamente?

- Isso não me envergonhou, me entristeceu, me deprimiu, me arrasou. Assim como arrasou o Brasil. Assim somos tratados.

- É a Bancop? Com a revolta do pessoal que pagou e não viu os apartamentos e o dinheiro sumiu? E ainda querem que eles paguem mais?

Jairo é um homem curioso, ainda quero investigar a vida dele, como chegou a essa situação de quase indigência, mas que não o perturba. Tem sua cultura, vê-se que é um sujeito que leu, estudou, interessa-se por tudo, conversa direito.Tem manias, claro, mas quem não as têm?

- Estava pensando na caixa-preta do avião da TAM.

- O que tem a caixa-preta?

- Os técnicos, ou seja lá quem foi, correram ao prédio, penetraram no que restou do avião, apanharam a caixa-preta, aquela que revela tudo, e voaram para os Estados Unidos. Devem ter voado de primeira classe com dinheiro da Anac, devem ter se hospedado em hotel de luxo.

- Sim, sim, e daí.

- Daí levaram a caixa-preta para os técnicos americanos e eles abriram. Meu Deus, meu Deus, tenho vontade de chorar. Será que as pessoas sérias julgam todos os brasileiros por essa gente deplorável?

- Ah, sei! A caixa-preta não era a caixa-preta do avião!

- Não era. Ao menos se fosse a caixa-preta da Infraero, da Bancop, do Renan Calheiros, da licitação dos futuros aeroportos, ainda seria vantagem. Mas não!

Jairo tinha lágrimas nos olhos, é um verdadeiro indignado, por ele estaríamos todos nas ruas com as caras pintadas, com tarjas de luto nos braços. Marchando, como já se marchou neste Brasil a propósito de tantas coisas. Agora, é uma anestesia geral, uma imobilidade, a não reação, desligada a tevê, todos vão dormir, e pronto.

- A caixa-preta, soube, li em um jornal, ouvi no rádio, não era a do avião, aquela que revela tudo. A caixa-preta... oh, meu Deus...

- O que foi?

- Aqueles técnicos não tiveram vergonha? Levaram a caixa errada. Nem sabiam distinguir o que era o equipamento? Não se sentiram humilhados? Não ficaram com cara de tacho?

Nossa, há anos eu não ouvia essa expressão. Cara de tacho. Ninguém no poder fica com cara de tacho.

- Os americanos abriram o pacote e o que tinha dentro? Um gravador, me parece. Mas há quem diga que era a frasqueira de uma das passageiras. Disseram que era uma frasqueira Vuitton com celular, batom, espelho, escova. Queria ver a cara deles na hora. Que humilhação para o País. Que cara fizeram?

- Não teve cara nenhuma, Jairo. Aposto que fizeram uns gestos pornográficos, disseram uns palavrões, foram a um restaurante cinco-estrelas almoçar com nosso dinheiro e voltaram para pegar a caixa verdadeira. Acha que se importaram? Riram muito. Os americanos riam deles, eles riam também amarelo. E vai ficar por isso.

- Sabe o que o povo está dizendo? Isso é que dói.

- O povo diz tanta coisa.

- Estão zoando. Refletindo numa frase o que esse governo pensa. Zoando, ou gozando como se dizia, definem a verdade ao exclamar: ''''Parem com isso brasileiros. Relaxem e morram!''''

fonte:
http://render.estadao.com.br/estadaodehoje/20070727/not_imp25576,0.php

Quem é:


Ignacio de Loyola Brandão (Araraquara31 de julho de 1936) é um contistaromancista e jornalista brasileiro.
Desde pequeno, Loyola sonhava conquistar o mundo com sua literatura; se não, pelo menos voltar vitorioso para sua cidade natal. Sua carreira começou em 1965 com o lançamento de Depois do Sol, livro de contos no qual o autor já se mostrava um observador curioso da vida na cidade grande, bem como de seus personagens. Trabalhou como editor da Revista Planeta entre 1972 e 1976.
Dono de um "realismo feroz", segundo Antonio Candido, seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, que só o liberou em 1979.
Em 2008, o romance O Menino que Vendia Palavras, publicado pela editora Objetiva, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano.





                                      O Autor e Miriam Sales na II FLIMAR,Alagoas





As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
QUEM É:





Carlos Drummond de Andrade (Itabira do Mato Dentro [Itabira] MG, 1902 - Rio de Janeiro RJ, 1987) formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista A Revista. Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.




Tela de Corot


POEMA DE BORGES P/ UM AMIGO

Não posso dar-te soluções
Para todos os problemas da vida,
Nem tenho resposta
Para as tuas dúvidas ou temores,
Mas posso ouvir-te
E compartilhar contigo.

Não posso mudar
O teu passado nem o teu futuro.
Mas quando necessitares de mim
Estarei junto a ti.

Não posso evitar que tropeces,
Somente posso oferecer-te a minha mão
Para que te sustentes e não caias.

As tuas alegrias
Os teus triunfos e os teus êxitos
Não são os meus,
Mas desfruto sinceramente
Quando te vejo feliz.
Não posso dar-te soluções

Para todos os problemas da vida,
Nem tenho resposta
Para as tuas dúvidas ou temores,
Mas posso ouvir-te
E compartilhar contigo.

Não posso mudar
O teu passado nem o teu futuro.
Mas quando necessitares de mim
Estarei junto a ti.

Não posso evitar que tropeces,
Somente posso oferecer-te a minha mão
Para que te sustentes e não caias.

As tuas alegrias
Os teus triunfos e os teus êxitos
Não são os meus,
Mas desfruto sinceramente
Quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões
Que tomas na vida,
Limito-me a apoiar-te,
A estimular-te
E a ajudar-te sem que me peças.

Não posso traçar-te limites
Dentro dos quais deves atuar,
Mas sim, oferecer-te o espaço
Necessário para cresceres.

Não posso evitar o teu sofrimento
Quando alguma mágoa
Te parte o coração,
Mas posso chorar contigo
E recolher os pedaços
Para armá-los novamente.

Não posso decidir quem foste
Nem quem deverás ser,
Somente posso
Amar-te como és
E ser t
Todos os dias, penso
Nos meus amigos e amigas,
Não estás acima,
Nem abaixo nem no meio,
Não encabeças
Nem concluís a lista.
Não és o número um
Nem o número final.

E tão pouco tenho
A pretensão de ser
O primeiro
O segundo
Ou o terceiro
Da tua lista.
Basta que me
queiras como amigo [...]
eu amigo.

QUEM É:



Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (Buenos Aires24 de agosto de 1899 — Genebra14 de junho de 1986) foi um escritorpoeta,tradutorcrítico literário e ensaísta argentino.
Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor.
Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas.
Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura".[1] Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhoslabirintosbibliotecasescritores fictícios e livros fictíciosreligiãoDeus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica.[2] Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro".[3][4] Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como SpinozaLuís de Camões e Virgílio.
Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão deGabriel García Márquez.[2] Para homenagear Borges, em O Nome da Rosa [5] um romance de Umberto Eco, há o personagem Jorge de Burgos, que além da semelhança no nome é cego assim como Borges, foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Borges A Biblioteca de Babel (Uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo).
O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".
Fonte:Wikipédia




LINDO SELO  ENVIADO PARA MIM POR SÓROR CECÍLIA




ESSA  NÊGA FULÔ


    Foi na sala de audiências do Fórum da Serraria, ela apareceu acompanhada da delegada de mulheres. A negra Benedita surgiu com seu permanente e debochado sorriso. A delegada mandou a moça contar a surra que levou do companheiro, o servente de pedreiro Severino, que ali se encontrava para depor sobre sua violência intempestiva e seu ciúme incontrolável quando viu sua mulher, Benedita, jogando futebol com a meninada da rua, na Chã da Jaqueira.
    Severino arrastou-a pelo braço, entrou em casa esmurrando-a. Ele tinha um ciúme doentio pela singeleza e beleza silvestre de Benedita.  Conheceram-se há três anos, quando Severino foi construir uma casa na praia do Pontal do Peba, foz do Rio São Francisco. Vieram morar na capital.
    Como não teve infância, maior paixão de Benedita é brincar com os meninos da rua quase da sua idade.  Por tudo isso, Severino tem essa doentia paixão e ciúme, proibiu sua amada de sair na rua e jogar com os meninos. Benedita ficava em casa acabrunhada, infeliz.
    Certo tarde, debruçada na janela, assistia a meninada brincar de garrafão e jogar futebol. Não resistiu, com sua habilidade nata de atleta foi dar seus dribles e chutes certeiros junto aos moleques da rua. Severino retornou mais cedo. Quando viu sua mulher jogando com a meninada, puxou-a com seus fortes braços. Irado esmurrou a indefesa Benedita, que sofria, não pela dor, mas pelo ódio em não poder com Severino, um touro de forte.
    Foi essa a história contada no Fórum ao juiz Dr. Caio Monteiro na presença do promotor. Era o último caso da carreira do magistrado. Havia solicitado aposentadoria aos 65 anos. O último caso da sua vida como juiz.
    Dr. Caio, homem sério, correto e honesto, honrou a instituição. Bem casado há 33 anos, três filhos e três netos, viveu sempre para o lar. Em todo tempo de casado jamais prevaricou, fiel à esposa e a seus princípios. 
    Certa hora, a delegada pediu ao juiz e ao promotor para comprovar in-loco os edemas, as sequelas da surra de Severino. Na sala contígua entraram apenas os quatro. A delegada pediu à Benedita mostrar as manchas no corpo.  Num átimo, sem pudor e sem maldade, a negra puxou o zíper, deixou cair o vestido de chita. Deu-se uma comoção ao surgir o corpo moreno perfeito, coberto por uma minúscula calcinha branca. Os seios duros e pontiagudos pareciam dois cuscuzes de chocolate.  A lascívia exalada por Benedita deixou o promotor boquiaberto e o vestal juiz, Caio Barreto, encantado, excitado. A delegada, percebendo o impacto, o arraso causado nos machos, mostrou os edemas e pediu que a deusa negra se vestisse.
    Foi o último julgamento do Dr. Caio Barreto. Houve separação, estipulou-se uma quantia do salário de Severino como pensão.
    Dr. Caio aposentou-se. Ficou sem trabalhar algum tempo. Quando cansou do ócio foi trabalhar na banca de advocacia de seu filho.  Certa manhã de sol, nosso juiz aposentado descia de carro a ladeira do Farol.
    De repente seu coração acelerou, disparou, reconheceu entre os meninos que vendiam frutas e legumes a menina Benedita, de curto short e uma blusa leve. Caminhava dengosamente em direção a seu carro com quatro pacotes de feijão verde. Reconheceu o juiz, Benedita pulou de alegria e saiu-lhe um grito espontâneo: “DOUTOR!”. Entrou com a cabeça dentro do carro, com um sorriso encantador e o decote mostrando os seios mais lindos que Caio tinha visto em sua vida. Disse em voz clara, quase sussurrando: - “Doutor o senhor é um homem bonito, naquele dia tive vontade de lhe beijar. Sou muito agradecida pelo que fez. Se precisar de mim, dou o que o senhor quiser, é só pedir.” Caio emudeceu, engatou uma primeira, acelerou o carro, medo da tentação.
    À noite, durante uma festa, o nosso artista global e poeta, Chico de Assis recitou o belíssimo poema de Jorge de Lima, Negra Fulô. Quando a voz de Chico cheia de sensualidade recitou os versos: “Essa negra FULÔ... essa negra FULÔ...” veio a imagem de Benedita, nua, na cabeça de nosso nobre e honrado juiz.
    Decorreu um mês, Dr. Caio tem agora o que fazer na aposentadoria, montou apartamento no Tabuleiro para sua Negra Fulô.







Quem sou eu

CARLITO LIMA- Ex-capitão do Exército, ex-prefeito de Barra de S. Miguel (Al), engenheiro, ambientalista, descobriu seu talento de escritor só aos 61 anos quando em 2001, por insistência de amigos, foi editado seu primeiro livro de memórias, testemunho sóbrio, meticuloso, forte, sincero, humano e bem humorado: “CONFISSÕES DE UM CAPITÃO”. Destemido depoimento de um oficial do Exército com enfoque especial sobre 1964. Carlito Lima servia na 2ª Cia de Guardas no Recife, teve convivência com presos políticos como Arraes, Julião, Paulo Freire, Pelópidas Silveira, Gregório Bezerra entre outros. A revista paulista CULT, colocou CONFISSÕES DE UM CAPITÃO, entre os 14 melhores livros na bibliografia sobre o golpe militar de 1964. O livro foi sucesso em todo o Brasil após entrevista de Carlito Lima no programa do Jô Soares. Descoberto como excelente contador de história, escreve há cinco anos uma coluna semanal, HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA, na Gazeta de Alagoas com histórias bem humoradas da vida real.











Jorge Amado (1912 – 2012)
100 Anos do nascimento: 10.08.2012

Muito Amado o nosso Jorge
Por baianos e estrangeiros
Escritor e jornalista
O maior e o primeiro
Natural de Itabuna
Este grande brasileiro.

O lugar de sua nascença
É o menos importante
Pois a obra desse homem
Está em terras distantes
Em línguas do mundo todo
Para todos os falantes.
Na Fazenda Auricídia
Terra onde nasceu
Município de Ilhéus
Pouco tempo viveu
O lugar mudou de nome
E novo nome se deu…

Auricídia virou Itajuípe
E Jorge foi registrado
No povoado Ferradas
A Itabuna integrado
Nasceu em um município
E noutro foi registrado.


Na capital da República
Lá nas terras do sudeste
Foi ele estudar Direito
E virar cabra da peste
Um baiano “arretado”
Advogado inconteste.
No dia dez de agosto
Veio ao mundo este leonino
Nasceu para os holofotes
Este danado menino
E nem mesmo a sua morte
Apagou o seu destino.

Lá no Rio de Janeiro
Este homem destemido
Jornalista e advogado
Lutou e foi combatido
Aliando-se aos comunistas
Com carteira do partido.

Fez carreira na política
Foi Deputado Federal
Mas o brilho da criatura
Foi além do que é normal
Pois os livros o levaram
A brilhar mais que o astral.

O sol ficou pequenino
Jorge ousou brilhar mais
Ocupou o mundo todo
Com personagens reais
E tornou meras figuras
Em seres já imortais.

Viveu fora do país
No Uruguai e na Argentina
Em Paris e em Praga
Produzindo coisa fina
O exílio lhe inspirou
A criar histórias finas.

Foi casado com a escritora
Zélia Gattai Amado
E com ela teve filhos
Três filhinhos bem amados
Paloma, Eulália e João Jorge
Três filhinhos bem amados.
Ocupou academias
De Ilhéus a Salvador
E também a Brasileira
Este grande escritor
Muito mais que jornalista
Deputado ou doutor.

Jorge Amado, amado ícone
Homem e obra: criador
Tradutor de uma Bahia
Que ao mundo mostraria
Do caipira ao médico
Como bom expositor.


Dizia-se materialista
Mas o título aceitou
Foi Obá de Xangô
Homem lúcido esse senhor
Representante da luz
No candomblé ele andou.

Pra falar em premiação
É bom parar por aqui
Pois ele se destacou
Lá fora e também aqui
Levou tanta homenagem
Que nem vão caber aqui.
Traduzido ao mundo todo
Do alemão ao albanês
Árabe, armênio, azeri,
Do catalão ao chinês
Coreano, búlgaro e croata
E também dinamarquês…

Eslovaco, esloveno,
Espanhol e finlandês,
Estoniano e esperanto,
Do galego ao francês,
Georgiano e grego,
Guarani e holandês.

Hebraico, húngaro, iídiche,
Lituano e polonês,
Russo, letão e sueco,
Macedônio e japonês,
Italiano e moldávio,
Sérvio, tcheco e islandês.

Romeno e turcomano,
Ucraniano e inglês,
Turco, persa e mongol,
Vietnamita e norueguês,
Até em braile foi escrito,
E também em “televisês”.
Na língua pátria também
Em nosso bom português
Faz sucesso em sua casa
Pois é o santo da vez
Brasileiro de valor
Amado em bom português.

No ano do centenário
Vai ser homenageado
Mais vivo do que nunca
Está o nosso Jorge Amado
Pois a arte nunca morre
E ele será sempre amado.


Se de Ilhéus ou Itabuna
Auricídia ou Ferradas
A certeza que se tem
É que Jorge é uma parada
Vai viver eternamente
No coração da moçada.


Salve Jorge, Jorge Salve
São Jorge ou Jorge São
Vive no peito da gente
Dentro do um coração
Jorge Amado nos proteja
Da falta de inspiração.

Copiar é impossível
Plagiar é crime vil
Jorge é original
Igual a ele não se viu
E de um nasceram muitos
Hoje são pra lá de mil.
Na Academia ou na rua
Jorge é sempre aclamado
A literatura amadiana
E o homem serão lembrados
Pelas gerações futuras
Devido ao grande legado.


Salvador, 28 de julho de 2011, 23:37hs




Valdeck Almeida de Jesus
Homenagem a Jorge Amado
Centenário de Nascimento (10.ago.1912 – 08.ago.2001)








                               
Um poeta nunca fica inteiramente esquecido: adormece!
Sendo o Brasil um país de memória curta tomei a peito a empreitada de trazer à vista aqueles poetas que marcaram uma época , mas,que hoje,caíram num  injusto  ostracismo e quase não se fala mais neles.
Nesta sexta-feira trago para vocês um mestre do modernismo, Ronald de Carvalho,morto em 1935.
Esta poesia é dedicada aos poetas(perdoem a redundância),aos que vivem às voltas com métricas e rimas e transformam palavras em sonhos.

                                           *TEORIA*
Cria o teu ritmo a cada momento.
Ritmo grave ou límpido ou melancólico;
Ritmo de flautas desenhando no ar
Imagens claras
De bosques,de águas múrmuras,de pés
Ligeiros e de asas;
Ritmo de harpas,
Ritmo de bronzes,
ritmo de pedras,
ritmo de colunas severas ou risonhas,
ritmo de estátuas,
ritmo de montanhas,
ritmo de ondas,
ritmo de dor ou ritmo de alegria!
Não esgotes jamais a fonte da tua
Poesia,
Enche a bilha de barro ou o cântaro de
Granito
Com o sangue da tua carne e as vozes
 Do teu espírito!
Cria o teu ritmo livremente,
Como a natureza cria as árvores e as
Ervas rasteiras.
Cria o teu ritmo e criarás o mundo! 
                      ***


















A Editora Europa acaba de relançar o romance histórico O Fundador, de autoria do escritor Aydano Roriz. Os originais do livro foram finalizados em 1999, e renderam várias edições no Brasil e em Portugal. Após 12 anos e muita pesquisa de campo, uma nova edição totalmente revisada, ou até reescrita, é lançada para contar com ainda mais precisão esta fascinante história, que, apesar de sua extrema importância, ainda é pouco conhecida pela maioria das pessoas.
Em O Fundador, o autor narra as venturas e desventuras de Tomé de Sousa, Caramuru e Garcia d’Ávila para fundar, na Bahia, a primeira capital do Brasil. “Com O Fundador, estimo que o leitor se divirta com o cândido impudor dos nativos, e com as intrigas de bastidores; perceba a defesa da escravidão negra pela Igreja, e como se fazia de um joão-ninguém um latifundiário; se sensibilize com os amores mestiços, e com as amizades bem-construídas; se indigne vez ou outra, também. Mais que tudo, me sentirei grati­ficado se concluir que valeu a pena ler este livro”, afirma o autor Aydano Roriz.
Na ocasião do lançamento da primeira edição do livro, a obra foi extremamente bem recebida pela crítica especializada de jornais e revistas do Brasil e de Portugal. Para o jornal Diário de Notícias, de Lisboa, trata-se de “um romance delicioso sobre as aventuras dos primeiros portugueses nas terras do Brasil”.


O Fundador
Onde encontrar
: nas principais bancas e livrarias do País e no

 sitewww.livrariaeuropa.com.br/aydano
Preço: R$ 39,00






Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus foi a única iniciativa baiana citada na primeira edição do livro “Texto e História – 2006 a 2010” que reúne atividades relacionadas ao universo do livro e leitura e contém depoimentos de escritores, editores, bibliotecários, agentes culturais, livreiros, dirigentes públicos, acadêmicos e responsáveis por projetos de leitura e do terceiro setor.O livro é apresentado pelo escritor Afonso Romano de Sant’Anna, Juca Ferreira (ex-Ministro da Cultura), Fernando Haddad (ex-Ministro da Educação) e prefaciado por José Castilho Marques Neto (ex-Secretário Executivo do PNLL). A obra, com 344 páginas, foi editada pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e faz parte de um kit que é distribuído a bibliotecas e entidades ligadas à literatura. No pacote vem um CD com apresentação em Power Point das principais atividades literárias do Brasil, inclusive o concurso de poesias promovido pelo jornalista baiano.AA obra serve de eixo para as políticas públicas voltadas para o livro e leitura e resume as principais atividades culturais e literárias que acontecem no país nas modalidades: 1 – democratização do acesso; 2 – fomento à leitura e à formação de mediadores; 3 – valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico; e 4 – desenvolvimento da economia do livro.É neste quarto quesito que o projeto literário idealizado pelo jequieense Valdeck Almeida de Jesus se encaixa. Desde 2005 que o jornalista baiano promove um concurso literário que seleciona e publica textos em livros que são distribuídos a escolas e bibliotecas. “No começo eu pensei em publicar somente poesias de baianos, mas com a divulgação no site do Ministério da Cultura o projeto tomou dimensão internacional e hoje recebo material do mundo todo, principalmente de Portugal, Angola, Europa e Estados Unidos”, explica Valdeck.Nos cinco anos de existência do concurso patrocinado por Valdeck já foram publicados nove livros com mais de 850 textos de autores brasileiros, argentinos, espanhóis, americanos, moçambicanos, chineses, franceses, britânicos, suecos, suíços, angolanos e portugueses. Na Bahia o destaque foi para os livros do poeta Perinho Santana, de Plataforma, subúrbio ferroviário de Salvador e duas antologias com cerca de 30 poetas-mirins do bairro Calabar. Em 2011 as inscrições estão abertas para crônicas que falem de obras e escritores baianos. Inscrições no site Galinha Pulando. 









O que você acha de propaganda dentro do livro?

No mês passado, o site Livros e Pessoas fez uma matéria sobre a ação de uma editora inglesa inserindo um anúncio publicitário no meio de um livro (clique aqui para ver).
O resumo é o seguinte: imagine que você esteja entretido com um romance daqueles incríveis, em que se devora letra a letra. De repente, a 10 páginas do final, você vê uma página com uma campanha feita para que pare de fumar.
Em teoria, basta virar a página para continuar lendo. Mas o quão positivo isso é?
Ou seja: inserir um anúncio, seja do que for, nas sagradas páginas de um livro, não pode acabar tirando a ansiosa atenção do leitor? No final das contas, não seria algo que acabaria prejudicando a experiência de se ler?
E se a propaganda fizesse com que o preço caísse, mesmo que alguns reais (ou, no caso do exemplo, libras)? Valeria a pena?
Agências de publicidade, autores e editoras já começam a debater o livro como mídia por todo o mundo – algo que pode ganhar mais força com a vinda dos ebooks, que permitem anúncios mais interativos.
Mas há uma questão importante para se levar em conta: um bom anúncio publicitário é, por definição, aquele que prende o interesse do seu espectador e faz com que ele pense sobre a mensagem. Se esse espectador é um leitor, isso também significa que, mesmo que por alguns instantes, um bom anúncio fará com que ele desvie seu foco da obra literária. Isso vale a pena?
O que você acha?



Fonte :CLUBE DOS AUTORES






NATUZA NERY
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

O Ministério da Previdência trabalha em um conjunto de normas para limitar os critérios de concessão de pensões por morte no Brasil.
O objetivo é reduzir o altíssimo deficit previdenciário e evitar que pessoas que não necessitem do benefício sejam contempladas.
A proposta será apresentada ao Palácio do Planalto, para então negociar as eventuais alterações com as centrais sindicais e setores do próprio governo.
A princípio, essas normas englobariam o serviço público e o regime geral da Previdência. Nenhuma delas, porém, mexe com direitos adquiridos: seriam aplicadas somente aos pedidos feitos após as alterações.
Os detalhes ainda não estão fechados. Mas o plano prevê ao menos cinco regras:
1) impor período mínimo de contribuição; 2) obrigar o dependente a provar que não pode se sustentar sozinho; 3) definir limite de tempo para que viúvas jovens recebam os valores; 4) proibir o acúmulo da pensão com outro benefício; 5) limitar a liberação da pensão integral para casos específicos.








A Bahia de Outrora de Miriam de Sales chega à segunda edição
Lançamento na Biblioteca de Itaparica, com exposição de outras obras da autora.

 Lançado em julho de 2010, durante a Feira de Livros Vão das Letras da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o livro A Bahia de Outrora, da escritora Miriam de Sales Oliveira ganha nova edição, revista e ampliada. Dessa vez, o lançamento ocorrerá na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, em Itaparica, no dia 29 de abril (sexta-feira),  a partir das 18h. O livro traz crônicas de costumes e têm o objetivo de revelar a Bahia e seu passado.
A obra apresenta às gerações mais novas como era a Bahia dos anos 1940 e 1950. “Estes apontamentos nasceram, não só da tradição oral, onde o conhecimento passa de pai para filho, como uma magnífica herança pessoal; como também brotaram das minhas lembranças de criança e das narrativas de tios e vizinhos de uma geração anterior a minha, acostumada a vivenciar certos hábitos, hoje obsoletos”, diz a autora.
Miriam conta que a obra é destinada à nova geração do computador e dos games que nunca andou de bonde, não costura suas próprias roupas, nem sabe o que é fogão à lenha. “Os jovens de hoje logo exibem um risinho sarcástico no canto da boca quando se fala de antanho. Acostumados a ‘ficar’, caem na gargalhada quando contamos como era o namoro naqueles tempos e, ainda rindo, vão se informar na Internet, pois, é sabido que: o Google é meu pastor e nada me faltará”, brinca a escritora.





Serviço:
O que: Lançamento da 2º edição do livro A Bahia de Outrora, de Miriam de Sales 
Onde: Na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior - Rua Ruy Barbosa, s/n - Centro, Itaparica
Quando: No dia 29 de abril (sexta-feira),  a partir das 18h.
Contato: (71) 3631-1636 begin_of_the_skype_highlighting            (71) 3631-1636      end_of_the_skype_highlighting /3631-2955
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SEGUNDA REUNIÃO DA U.B.E . BAHIA

“Se eu não for por mim, quem será por mim?
Se eu não tomar conta de mim, quem sou eu?!
Se não for agora, quando será?”
                                                        Provérbio judeu
N ão posso dizer que tenha sido muito concorrida. Mas,desde quando , tamanho é documento?
As treze pessoas (número emblemático!) que compareceram à Biblioteca Thales de Azevedo, para a segunda reunião da U.B.E. eram as  aguerridas pessoas que sempre defenderam nossa Literatura e nossos autores contra tudo e contra todos.
Apostolicamente, e sem visar ganhos e/ ou promoções pessoais, esses corajosos escritores começaram a traçar rotas para acabar com a burocracia que, desde o saudoso Monteiro Lobato vem sendo  um entrave ao autor, seja nas licitações,patrocínios estatais ou a mera procura de editores e livreiros,na publicação e colocação da sua produção literária.
Muitas mentes juntas bolaram idéias, encontraram soluções,determinaram meios de divulgação  daqueles bons autores que, por não gerarem notícias,são esquecidos pela mídia.
Escrever, poetar,todos podem e devem.O público sabe separar o joio do trigo.Haverá sempre espaço para os melhores.
Mas, aqueles  que não quiserem ser festejados ‘post-mortem”
  devem  deixar o  conforto das suas casas e partir para a luta .
Parece que um segmento do “povo do livro” , o autor, não se dá conta do poder da palavra,  ou seja,o seu poder.
Tente, depois de lutar muito para conseguir, chegar até um governante ou a seus assessores pedindo uma audiência ou entrevista.Vá sozinho e se sentirá intimidado  ,temeroso nas suas reivindicações.
Agora, reúna um grupo e , ao ser recebido, o grupo mostrará sua força.
Dependendo do que acontecer naquela salinha, você,Sua Excelência,o Autor, poderá eleger, ou não,aquele cidadão.Com o poder da sua palavra.Com a divulgação dos seus atos. Com a força da sua  argumentação. Estou falando aqui de grupos, pois, a união faz a força.
Isso me remete à minha crença mais forte. O autor não pode dispensar a Internet, que hoje em dia,tuitando aqui,orkutando ali,derruba até ditadores sem  derramar uma gota de sangue.
Ano passado, nos meus espaços, citei um candidato a deputado que tinha uma proposta séria para a educação; não fiz campanha, apenas citei a forma como nossa entidade foi recebida por ele e nossas sugestões atendidas com  presteza.
Pois não é que o cara foi eleito?! Recebi muitas consultas por e-mail sobre ele,orientei as pessoas que estudassem seu currículo, o certo é que a eleição aconteceu.Não por minha causa, é claro, mas,ajudei colocando um tijolinho.
Não pelo  político , mas,pelo conjunto da obra.
Lamento pelos que, convidados, não compareceram; perderam o ensejo de  opinar ,reivindicar, participar.
Agora, de uma coisa estou certa. Quando tudo estiver implantado e resolvido, quando os frutos começarem a madurar, aí ,então, todos estarão lá,querendo um pedacinho da fruta.Ora,se!
Porque nós não vamos arrepiar caminho. A turma é boa, inclui militantes históricos como Boa Morte e Leal ,além de Carlos Souza e esta ativista militante aqui que vos fala.
Estamos combinando   seminários,papo com escritores,visitas às entidades do Livro e empresas candidatas ao mecenato, um site divulgando autores e notícias , espaço em shoppings,geração de notícias para puxar a mídia impressa para nós, vai seu uma revolução cultural nessa cidade.
Você, amigo, ainda pode pegar o bonde andando.
“Aquele que se decide a parar até que as coisas melhorem, verificará , depois que,aqueles que não descansaram e seguiram em frente estão tão distantes que jamais poderão ser alcançados.”
Pense nisto! 

















União Brasileira de Escritores (UBE), núcleo Bahia, convida escritores, poetas, jornalistas, articulistas e demais interessados em livros e literatura, para participar da sua segunda reunião aberta ao público.
O evento será realizado neste sábado, dia 16 de abril, às 9h30, na Biblioteca Pública Thales de Azevedo – no Costa Azul, em Salvador.
Na ocasião, serão apresentados projetos para da maior visibilidade aos escritores, além de fornecer informações para os autores que tenham interesse em ser membro da UBE – núcleo Bahia.
Serviço:
O que: Reunião aberta ao público da União Brasileira de Escritores – núcleo Bahia
Onde: Na Biblioteca Pública Thales de Azevedo no Costa Azul - (próximo do Parque Costa Azul) Salvador.
Quando: Dia 16 (sábado), às 9h30
Entrada: Franca

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