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A ESCRITA E AS LEITURAS:UM TEXTO DE MIRIAM SALES







A ESCRITA E AS LEITURAS

Nós,escritores,somos também leitores.Alguns de nós leitores compulsivos.E,crentes,porque ,acreditamos naquilo que lemos.
D. Quixote começou a tomar moinhos de vento como gigantes, porque leu,num livro  de aventuras que,um dia,nesta terra houve gigantes.E,acreditou no livro.Comecei a sonhar com sereias depois que  abri a Odisseia e  li que o herói,Ulisses,foi tentado pelo seu canto.
Percebi,participei e odiei a guerra depois que li Erich Maria Remarke descrevê-la em “Nada de Novo no Front”,um impacto muito forte no espírito e na mente de uma jovem de quinze anos.
O escritor é um crente.Apesar de já ter deixado a juventude – a idade das crenças – para trás,e caído na dura realidade adulta,ele ainda crê e continua lutando contra moinhos de vento.Tenta mudar o mundo em vez de associar-se a ele,quer derrubar preconceitos,inculcar ideias novas em corações e mentes e  acima de tudo ser fiel a si mesmo.Crer no seu talento quando todos o ignoram.
Afinal,o que é um escritor?Apenas alguém que escreve? O professor,o padre,o contador ,o jornalista também escrevem ,mas,nem todos são escritores.
Escritor é quem publica? Mas,existem os amadores,os que escrevem, mas, não publicam por medo ou timidez.
Escritor é quem tem sucesso? Falado na mídia,detentor de prêmios,convidado de festas literárias e ou acadêmicas,citado,lido,autor de livros colocados nas principais livrarias,apontado ,respeitosamente nos aeroportos ou restaurantes;não raro ,solicitados a dar autógrafos nos livros que escrevem ou deitar opiniões sobre tudo e todos.
E,no entanto,o verdadeiro escritor não é midiático;escrever é um ato solitário e,na verdade,ele detesta ser “arroz de festa”.Se pudesse,estaria calmo,no seu canto,assuntando o mundo,para só então,descrevê-lo.
“Nós,escritores,jamais mudaremos o mundo” afirma Saramago,o festejado escritor luso,que complementa:”A Arte e a Literatura não tem poder diante dos exércitos”,mas,o escritor tem,sim,a responsabilidade da ética e da palavra e não pode ser venal.
Como cidadãos temos o dever de protestar,de expor nossas ideias,temos que uivar,como diz o nobre escritor supra – citado.
A literatura revela segredos nossos, pensamentos escondidos,verdades reveladas não por Deus,como dogma,nem pela mão de chumbo do poder,mas,apenas,pela nossa imaginação,pela faculdade humana de meditar e tentar mudar conceitos pré –estabelecidos.Não mudamos o mundo,mas,se mudarmos uma pessoa,podemos nos dar por satisfeitos,pois,não escrevemos em vão.
Será que esta forma de fazer literatura,essa sintonia entre o livro e o leitor está morrendo nos tempos de agora?Cervantes e Nietzsche estarão sendo derrotados pela TV de Ted Turner ou pelo PC de Bill Gates?O Google é meu pastor, nada me faltará,esta é a nova crença?
Cresci na Era do Rádio e do jornal,no interior da Bahia,onde meu pai,todas as manhãs,sentava-se na espreguiçadeira para ler “A Tarde”; “saiu na Tarde é verdade”,rezava o slogan.
Hoje,pela TV,assistimos ao vivo e a cores em alta definição no HD ,a genocídios  cometidos mundo  a fora,golpes de estado,morticínio e injustiças diversas.Não precisamos ouvir ou ler sobre isso para acreditar;basta olhar.
Os jornais e revistas que ás vezes trazem o  artigo de um escritor nos chegam com gosto de café requentado.
Muitos já o postaram no Facebook,nos seus sites e blogs e nos jornais virtuais ,como eu faço.
São lidos muito mais rápidos através do mundo.O Feed jit se encarrega de me mostrar quem são,de onde veem,através de que canais e o que leem.Um círculo precioso que Dante jamais poderia ter colocado no paraíso,porque,hoje não se publica,se posta.
O certo é que ,nós,que escrevemos,resistimos,insistimos e escrevendo ou postando, não devemos deixar de transmitir ideias ou experiências.A palavra é nossa ponte para o sempre.Esforcemos para criar leitores desde a infância ;que leiam ,não importa se no livro impresso,tão caro á nossa geração ou o e-book ou e-pub,lidos nos tablets e celulares.Pois o livro é a educação dos sentidos através da linguagem;é a intimidade do nosso país,o conceito que fazemos de nós mesmos e do nosso povo,o repositório da nossa cultura e tradição.
Hoje,mais do que nunca,impresso ou virtual o livro dá voz ao ser humano e diz que se não falarmos,quem mais falará?Seremos uma sociedade refém do silêncio.
Miriam de Sales
Escritora,editora,palestrante  e blogueira












                                               UM ARTIGO DE MIRIAM SALES



PENSAMENTOS IDOS E  VIVIDOS
Noto que,nos dias de hoje, independente de idade ou classe social,as pessoas procuram mais informação que instrução.O status tão buscado por alguns,  vem de se saber superficialmente sobre tudo,plantas,animais,livros,política,saúde ,guerras,educação,sem se dar conta que a informação é um mero caminho para se chegar á instrução e vale muito pouco se não for complementada por esta.Saiba tudo sobre alguma coisa,mas,saiba bem.
Assisto muito cursos ou palestras e percebo a preocupação de alguns palestrantes,principalmente,acadêmicos, em usar citações.
Daí,eu me indago:- onde está situado o pensamento desta pessoa?Até aqui,citou apenas,o pensamento dos outros.Como diria Schopenhauer:-“Ah,essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto”.Mas,o mestre alemão era muito controverso,como vocês sabem.E,adorava uma polêmica!
O livro,para o ser humano ávido de cultura, é como a canja de galinha para o anêmico,serve para manter a vida; mas, mesmo o mais fiel leitor,deve parar um pouco cada leitura feita e refletir sobre o que leu e captar o pensamento do escritor,talvez,até buscar pensamentos parecidos nas obras de outros autores e,finalmente,tirar suas próprias conclusões.
“A virtude está nos meios” ,como diz Salomão,o Sábio (e,olhe eu aqui ,me perdendo em citações);tudo em excesso é prejudicial,mesmo o ler e aprender,o escrever e
o  ensinar.Na nossa sociedade do copiar e colar,ninguém se dá mais ao trabalho de pensar e deixa tudo a cargo do Google,o novo profeta dos tempos modernos,também ele,munido das tábuas da lei ,o tablet, a mais procurada e desejada tabuleta,desde Moisés. Em breve, nem precisaremos de cérebro,apenas,de dedos ágeis no teclado.Não se precisa mais de clareza de pensamento,nem de um saber profundo,uma vez que o tempo é escasso para obtê-los .
 Mas,são esses elementos que tornam interessantes o livro ou a palestra;pois,Pedro Malazarte fez uma deliciosa sopa de pedras,apenas,acrescentando a ela,alguns temperos.Como vê ,não há assunto chato para um bom  palestrante ou bom  escritor.




                                     
   HOMEM NOVO

Culturalmente, é mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas. É sempre para que amanhã vivam pacificamente os filhos que hoje são sacrificados os pais...
Isto se diz, isto se escreve, isto se faz acreditar, por saber-se que o homem, ainda que historicamente educado para a guerra, transporta no seu espírito um permanente anseio de paz. Daí que ela seja usada muitas vezes como meio de chantagem moral por aqueles que querem a guerra: ninguém ousaria confessar que faz a guerra pela guerra, jura-se, sim, que se faz a guerra pela paz. Por isso todos os dias e em todas as partes do mundo continua a ser possível partirem homens para a guerra, continua a ser possível ir ela destruí-los nas suas próprias casas.
Falei de cultura. Porventura serei mais claro se falar de revolução cultural, embora saibamos que se trata de uma expressão desgastada, muitas vezes perdida em projectos que a desnaturaram, consumida em contradições, extraviada em aventuras que acabaram por servir interesses que lhe eram radicalmente contrários.
No entanto, essas agitações nem sempre foram vãs. Abriram-se espaços, alargaram-se horizontes, ainda que me pareça que já é mais do que tempo de com- preender e proclamar que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo.
in O Caderno, 7 de maio de 2009


Categorias:      publicado por Fundação Saramago 


                              MIRIAM SALES,PALESTRA NA FLICA/13


A DIFÍCIL ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

Alguns empalidecem,outros torcem as mãos suadas ou  têm um “branco” de memória,tropeçam nos próprios pés,mas,o pior de tudo é gaguejar.
Esse mal repentino costuma atacar quem fala em público e é ,segundo alguns sofredores,incontrolável.
A insegurança evidente do palestrante   contagia os ouvintes que,ao percebê-la, fofocam,remexem-se nas cadeiras,esboçam um riso irônico,ou,simplesmente,levantam-se e saem.
Quem já passou por isso sabe o que estou dizendo.
Recentemente presenciei um fato como este,corriqueiro entre as pessoas que,como eu,frequentam assiduamente festas literárias,seminários,palestras e apresentações.
Uma senhora,dona de reconhecido saber,ao começar a palestra,começou a gaguejar,lançou um olhar assustado para os participantes,tudo gente de escol ,e,fez o que um bom palestrante jamais fará,ler um texto previamente escrito.Ora,ninguém vai ali para ouvir leituras;uma pessoa perto de mim sussurrou:
-leitura,faço eu,em casa.
A moça poderia aprender com os bons  apresentadores de TV,preparar tags,notas,que ajudam a orientar a fala;e,consultarem,discretamente.
Ao notar a plateia sonolenta,alguns dormindo mesmo o sono dos justos,outros tagarelando baixinho,perdeu o prumo e começou a misturar as estações,chegando muitas vezes a pedir auxílio a um professor ,de renomada memória,que sentava-se atrás de mim.
Muito saber não é garantia de uma boa apresentação pública; algumas vezes até atrapalha.O que faz um bom palestrante é a segurança ao enfrentar o público,a musicalidade da fala,a entonação,a boa pronúncia,a pausa no falar e a dicção.
Eu ouvi do grande ator Paulo Dourado um conselho que muito me serviu nas minhas lides públicas; ligar um gravador ,postar-me diante de um espelho e falar.Falar para as nuvens,para os meus gatos (excelentes ouvintes,por sinal),para  o nada.E,depois,ouvir  repetidamente a gravação.Noto-me,muitas vezes enfática no meu dizer;e,falo muito rápido.Tenho lutado para consertar estes vícios.Estou “quase” conseguindo.
A objetividade tem que ser perseguida; não se desvie muito do seu tema,esqueça o “enrolês”,tão próprio dos políticos,e,sobretudo cultive o humor.Faça a plateia rir com você,não de você. Dê um colorido á sua fala. E,sobretudo,faça como os grandes artistas: encerre enquanto está no auge.Faça as pessoas pedirem mais.
Jonh Dewey, grande educador americano dizia: - Só se aprende a fazer,fazendo”.Cada palestra sua,cada apresentação,certamente,será melhor que a outra.
Ah,esqueci-me de um fato muito importante,humildade.
Fique tranquilo  quando for convidado.Interaja com o publico,preste atenção no  comportamento da plateia  - isto é sintomático – notando qualquer mostra de apatia ,mude o rumo da prosa.
E parta para o sucesso.
Nunca um desafio é maior que o desafiado.





















Estátua do Escritor Desconhecido,em Budapeste,Hungria


“POR CIMA DO MEDO, A CORAGEM...”
Esse ditado popular da Bahia  serve ,especialmente,aos escritores.
Todos aqueles que sonham escrever um livro  ,vivem mergulhados num emaranhado de dúvidas,algumas saudáveis,outras paralisantes,mas,ambas muito preocupantes no sentido de tolher a realização.
Existe uma diferença muito grande entre o desejo e o sonho.
Quem sonha em fazer seu  livro ,fica eternamente dominado pelo “vamos ver”,quem sabe?” ,eu queria”,”talvez”, “dará certo?” e todas essas correntes que castram a ação  paralisando  o futuro provável escritor que  acaba não fazendo nada porque,Deus não ajuda o homem que não age.
Já quem deseja fazer seu livro  e torná-lo público – ou seja publicá-lo –une o pensamento á ação.
Primeiro, busca recursos,aperta o orçamento,diminui as cervejas das sextas feiras,corta viagens,começa a se vestir nas lojas populares de custo mais baixo que as “griffes”, enfim,se programa, faz um orçamento.
Após  medir o tamanho do seu bolso sai em busca de editoras, cujas propostas coincidam com o que pode gastar.Os  orçamentos das editoras que trabalham recebendo um pagamento dos autores têm orçamentos , serviços  e condições de pagamento diferentes  e, dentre esses ,algum há de lhes servir.
Igual a tudo na vida  é importante dar o primeiro passo.
Livro é um negócio, uma mercadoria e,como tal,tem riscos. A gente nunca vai saber se daria certo se não tentar.
Para os diversos gêneros literários  existem leitores;ficção, poesia,contos,crônicas,artigos,livros científicos ou didáticos,literatura infanto – juvenil, terror,eróticos,há público para todos.
Escolha seu segmento e vá em frente.
Muitas vezes a falta  (ou excesso) de  confiança  do futuro escritor ,atrapalha um pouco.
Há quem queira começar  imprimindo 1000 exemplares.
Quando me bato com um assim sempre lhe pergunto:
- Você tem família grande?
Parece jocoso ou cruel ,mas,é necessário para evitar riscos desnecessários.
Conheço  centenas de pessoas que fizeram muitos exemplares  os quais,hoje,encontram-se encaixotados debaixo da cama.E o cara desistiu de vez da literatura.Traumatizado!
Como  a primeira fornada de um livro é a mais cara – pois entra diagramação,capa,copydesk,ISBN –aconselho os autores que me procuram a fazer,de início,20 a 50 livros.
A segunda remessa se torna mais em conta,pode-se praticar um  preço mais acessível e,esgotado o estoque,fazer outros,que,na  Pimenta Malagueta será entregue em 15 dias.
E,você,amigo, já pensou no impacto psicológico entre seus amigos e parentes?
- Puxa, o livro de Fulaninho  esgotou no primeiro dia!
 Não é uma frase gostosa de se ouvir?
Agora,deixa eu te falar de um mico pelo qual todo internauta passa; confiar nos amigos,leitores e seguidores na Net.
Ao contrário do  que a gente pensa internautas não compram livros; pelo menos,os nossos livros.
Eu até vendi alguns para leitores cativos,mas, não pensem que é fácil.
Se fosse ,eu que tenho milhares de leitores na rede –entre sites,jornais e blogs – seria hoje um best-seller.
Aqui ,na Pimenta, procuro ajudar nossos autores a vender suas obras,mesmo porque,apesar de sermos pagos para isso,só publico os livros que eu mesma compraria.
Então,coloco os livros nas livrarias,apresento-os nos eventos literários, nas escolas e universidades,feiras e bienais (apesar de considerá-las apenas uma vitrine),estou criando uma loja virtual e ,sempre que possível ,quero aparecer nos lançamentos na cidade dos autores.
Mas, o livro é um produto que precisa ser trabalhado.
Pode ser bem aceito pelo público ou não; mas,só saberemos se nos arriscarmos a publicar.
















CONVERSA COM O ESCRITOR

Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original.
 Mas aí, pinta a dúvida:
- Afinal, quanto eu vou ganhar com isso?
As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então   vamos   lá   entender   quanto ganha  um  escritor:
  • Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.
  • Se o preço de capa for $30,o autor ganhará  entre $2.40 a $3.00 a cada livro vendido.
  • Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.
  • Ou seja ,a cada três ou seis meses o autor terá que receber um demonstrativo de suas vendas e o valor que lhe cabe.
  •  
  • Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos.Isso,quando se trata de editoras (hoje,raríssimas) que compram os direitos autorais.Quando o autor paga para fazer o livro o sistema é diferente e ele receberá  10% do preço de capa por cada livro vendido pela editora.Se for o autor a vender os livros,receberá o valor cheio,ou seja,vendeu 10 livros a $30, receberá $300, limpinhos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.
  • Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).
  • Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas  vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).

  • QUERO PUBLICAR, MAS,ESTOU RECEOSO
 NA  PIMENTA MALAGUETA EDITORA,COMO É?
             CONSIDERAÇÕES PARA O AUTOR
*Você trouxe os originais, pagou para fazer seu livro.Será aconselhado a começar com 20, 50 ou 100 exemplares.Não esquecer que,a primeira encomenda do livro inclui custos de copydesk,diagramação ,capa,ISBN  e despesas com a “boneca” do livro,inclusive o envio.Da segunda publicação em diante e com esses cstos já pagos ,a feitura do livro baixará bastante. Por isso aconselho a começar com apenas 20  exemplares,o suficiente para um bom lançamento.Como trabalhamos sob demanda,quando restarem poucos  exemplares,você encomendará mais 100;assim, nunca terá estoque e, se o seu livro participar de editais ou licitações e for solicitado á Editora 1000 ou mais unidades,faremos rapidamente,pois,é venda certa.
*Se for você a vender todos os seus exemplares,todo o valor da venda será seu.Ou seja, você,sem ajuda da editora, a não ser por divulgação na rede, vendeu os 100 livros a $30; receberá $3000.
Os livros que  vendermos  para você, seja em festas literárias ou através de lançamentos ou licitações,a editora só lhe pagará 50%, devido as despesas geradas para colocar o livro no mercado, pois,teremos que pagar aos distribuidores,vendedores e sites parceiros.
  • *Religiosamente, de três em três  meses,você receberá o dinheiro da venda de seus livros,depositado  na conta bancária que você determinar , juntamente com a planilha de vendas para sua orientação.
  •  Ou seja ,a cada três ou seis meses o autor terá que receber um demonstrativo de suas vendas e o valor que lhe cabe.

*Para sua informação, saiba que, as livrarias costumam cobrar dos editores cerca de 40 ou 50% para colocar seu livro nas prateleiras.E as distribuidoras,50%. Uma verdadeira escorcha!
*A nossa editora disponibiliza 10 exemplares para serem distribuídos á imprensa á guisa de divulgação.Esses exemplares não serão comercializados e terão um carimbo  - cortesia -   e a assinatura do autor e do editor.
TIRAGEM:
*Toda edição tem uma tiragem determinada  que será comunicada ao autor;você fica sabendo quantos exemplares rodaram na gráfica,quantos foram para a imprensa,livrarias e /ou distribuidores.Isso terá que ficar muito transparente para não haver dúvidas entre o autor e seu editor, cuja relação de entendimento e parceria terá que  ser preservada.
* Fica permitido ao autor fazer perguntas, tirar dúvidas, questionar, sugerir modificações  e ouvir a posição da Editora sobre tudo o que julgar necessário.Não esquecer que eu comecei como escritora – e, ainda sou – e criei essa Editora para me livrar das políticas pouco transparentes das editoras que publicavam meus livros.Logo, aqui, o autor terá um parceiro  uma mão amiga.


FESTAS LITERÁRIAS E BIENAIS
O autor se deixa levar bastante pela  ilusão das Bienais.Todo aquele aparato,aquela festa luminosa,a presença de alguns ícones da Literatura,deslumbra o autor como caipira em cidade grande.
-Vou lançar meu livro  na Bienal de  São Paulo, a maior da América Latina,comunica o autor a seus amigos ,estufando o peito de orgulho.
OK,esse fato lhe dá visibilidade,oportunidade de conhecer novas e influentes pessoas,tirar fotos com personalidades do mundo literário, mostrar-se,lançar e oferecer seus livros ,mas, - pasme!- não gera vendas.
Pode-se vender 5 ou 10 exemplares ,não mais que isso.Só Best- Sellers e escritores famosos vendem livros em Bienais.
Vamos desmistificar a coisa.
Se você é atirado,carismático e corajoso pode vender até 100 exemplares durante os dez dias da festa.Como eu,ilustre desconhecida em 2009 ,fiz em Belo Horizonte.Fiz meu próprio marketing e deu certo.Vendi toda a remessa dos “Contos e Causos” e ainda voltei com encomendas pagas para a Bahia.
O mesmo aconteceu em 2009,na Bahia,quando lancei o e-book “Maktub”. Com larga experiência em venda de livros,vendi tudo.
Porém,a maioria dos autores não sabe ou não gosta de vender seu peixe.
Daí a dificuldade dos que começam; daí a preocupação da nossa Editora em divulgar ,por meu intermédio,o livro dos seus autores.
Estaremos,sim,na Bienal de São Paulo;fizemos uma parceria com uma editora paulista e os autores que quiserem poderão estar lá ou mandar seus livros.
Mas,não esperem grande coisa.
A Bienal é isso:uma grande vitrina para o mundo.
Já as festas literárias são muito mais produtivas quando se trata de vender.
Eu não perco uma!







A Editora pimenta malagueta
Faça seu livro com a gente!

Agora, falando sério; passar de escritor para editor até que não é difícil. Afinal, o escritor tem que lidar com editores e acaba conhecendo os macetes.

Para mim, que sofri na pele o grande problema de venda e distribuição de livros, não foi difícil vestir a camisa do autor e absorver seus temores e dificuldades.

Muitos acham  que, ao contrário do Conselheiro, do Mestre Machado – os escritores não comem; então, exige-se tudo deles e nada lhes é dado.

Assim, você escreve seu livro, sonha com ele, envia os arquivos para a editora, acerta os custos e fica na espera. Expectativa. Esperança. Paciência...

O livro chega às suas mãos cheirando a novo – tem coisa mais gostosa que cheiro de livro novo? – e aí começam as preocupações. O livro tem que ser divulgado, lançado, vendido.

Como fazer?

Sabe o caçador  que esqueceu o rolinho de fumo do caipora? Assim é você. Preso na mata, sem rumo ou apoio.

Alguns  vendem 20, 30 exemplares e ficam felizes. Outros, “pagam mico” no mesmo dia do lançamento; quase ninguém vai, além dos amigos e parentes.

Você cria coragem e se dirige às livrarias que, invariavelmente, lhe respondem:

- Não vendemos livros de autores baianos;

- Não vendemos livro de poesia;

- Não vendemos livro de autoajuda;

- Autor novo e desconhecido é difícil de vender.

Mas, o que fazer se você é poeta?

Também não vai dizer que nasceu em outro lugar. E, como poderá ser um velho autor conhecido se não pode se divulgar?

Console-se. Grandes nomes da Literatura já passaram por isso.

Editores e livreiros são comerciantes. Precisam ganhar para manter seus negócios e seu público. E, tome a vender Crepúsculo e outras bobagens importadas.

Resta-nos o grande comprador de livros: o governo.

Millôr já dizia que antes um bom escritor tinha apenas que saber escrever. Hoje, basta ser adotado nas escolas.

Mas, para isso tem que participar de editais e licitações.

Na Bahia, é porteira fechada; uma grande fundação domina tudo. Viva os amigos do rei!

Aí, você tem um estalo: Temos a Internet! Ora, eu tenho um blog, escrevo em sites, publico em jornais virtuais e sou acolhido por um bom público, cerca de 100 pessoas. Pelo menos, venderei 100 livros. – ledo engano...

A maioria dessas pessoas ou são escritores ou estão tentando ser; nenhum deles vai comprar o seu livro.

Todos vão elogiar, vão se referir ao seu talento, vão até recomendar... e, só.

Se internautas comprassem livros eu que tenho – segundo woopras, feedjits e Google – mais de milhão de leitores na rede, seria best-seller.

Mas, tem uma técnica para se vender livros que nunca falhou desde  a Era Industrial. E, para quem foi, como eu, vendedora premiada  várias vezes vendendo livro pelo Brasil e treinando vendedores, esse segredo me foi confiado. Ele está ajudando a vender meus livros  e ajudará a vender também os seus, caro escritor.

Esse segredo ajudará, ainda, a evitar a  “causa mortis” da maioria dos editores.

Sabe como é que eles se suicidam?

Se  jogam do alto da pilha de livros que encalharam, editados por eles.

Não quero isso para mim nem para você.

Vamos trabalhar juntos?

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MIRIAM DE SALES OLIVEIRA 




CEO da Pimenta Malagueta Editora
Conheça um pouco do trabalho dela:










CONTOS APIMENTADOS
 SINOPSE
 Venho apresentar aos meus amigos e leitores o meu novo rebento “CONTOS APIMENTADOS”. Esse novo livro de contos, rebelde,da pá virada e independente,rebentou tão repentinamente que não tive tempo de domá-lo.É um desses livrinhos de humor despretensioso para se ler no avião,ou no consultório médico,ou antes de uma reunião de trabalho. Recomendado para estressados, mal humorados, tristes que querem mudar o disco da sua vida ou para os já felizes que desejam preservar a alegria. Cabe no bolso de todos não só pelo tamanho, mas, também pelo preço. Se eu fosse politicamente correta não escreveria “Um pênis vê as mulheres”, já que, citar o útil cidadão na minha idade, seria uma incongruência, pois, espera-se que, para mulheres que, já viveram quase sete décadas, ele estivesse sepultado e descido aos infernos já que não poderiam mais nos levar aos céus. Os outros contos desse livro, todos politicamente incorretos, vão pelo mesmo caminho. São estórias ouvidas e vividas por outras pessoas embora algumas tivessem brotado da minha própria mente,suja e poluída,naqueles dias em que não se tem coisa boa para pensar e minha avó já dizia que mente ociosa é oficina do diabo. APENAS PARA LEITORES E SEGUIDORES:
 COMPRE O LIVRO DIRETAMENTE COM O AUTOR POR APENAS $10.00 E RECEBA SEM CUSTO DE CORREIO EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO. JUNTO VC RECEBERÁ UM PATUÁ CONTRA MAU OLHADO E OUTRAS COISAS DA BAHIA. OFERTA DE NATAL. APROVEITE! UM PRESENTE BEM ORIGINAL! COMO: FAÇA O DEPÓSITO NESTA CONTA ,ENVIE O COMPROVANTE P/ O E-MAIL m-sales-rocha@uol.com.br. RECEBA JÁ ,A TEMPO DO NATAL.VAI P/ SEDEX. SOLICITE OS DADOS DA CONTA.
PROMOÇÃO POR TEMPO LIMITADO.









ONDE:OLINDA,PERNAMBUCO

QUANDO:DE 11 A 15 DE NOVEMBRO 2011

LOCAL:PRAÇA DO CARMO  
RECOMENDAÇÃO: NÃO PERDER!


PROGRAMAÇÃO

Congresso Literário


Local: Tenda Principal – Sítio de Seu Reis 
Autor Homenageado: Gilberto Freyre 
Coordenador Literário: Mário Hélio Gomes 
Entrada: Com ingresso ou passporte. Adquira o seu no site. 



11 de Novembro – Sexta-Feira

18h – Conferência de Abertura: DEEPAK CHOPRA: “Cura, transformação e consciência”.

12 de Novembro – Sábado

10h – Painel 1: Frei Betto, em conversa com Bia Corrêa do Lago:“O processo da criação literária”.
11h30 – Painel 2: Marcos Vinicios Vilaça, em conversa com José Paulo Cavalcanti Filho: “Gilberto Freyre e a amizade como uma das belas artes”.
14h30 – Painel 3: Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, Claudio Aguiar e Kathrin Rosenfield, com mediação de Valéria Torres da Costa e Silva: “Os textos sobre sabores e o sabor dos textos de Gilberto Freyre”.
16h – Painel 4: Shigeru Suzuki, Dilip Loundo e Marcelo Abreu, com mediação de Maurício Melo Jr.: “Olhares cruzados e compartilhados: do tradutor e do viajante”.
17h30 – Painel 5: Edson Nery da Fonseca, em conversa com Humberto Werneck:“Gilberto Freyre – um grande sedutor”.
19h – Painel 6: Derek Walcott, Prêmio Nobel de Literatura, conferência:“O Viajante Afortunado – uma noite de poesia com Derek Walcott”



13 de Novembro – Domingo

10h – Painel 7: Gonçalo M. Tavares e Fernando Báez, com mediação de Nelson de Oliveira:“Como e porque sou escritor”.
11h30 – Painel 8: Silio Boccanera, em conversa com Geneton Moraes Neto:“Terrorismo real e fictício, antes e depois do 11 de setembro”.
14h – Painel 9: Ryoki Inoue, Nelson Motta, Raimundo Carrero e Joca Souza Leão, com mediação de Maurício Cruz:“Aventuras e rotinas da literatura: as múltiplas identidades do escritor”.
17h – Painel 10: Mamede Jarouche, Ioram Melcer e Edwin Williamson, com mediação de Rogério Pereira:“As 1001 noites (d)e Jorge Luis Borges”.
19h – Painel 11: Tariq Ali, em conversa com Silio Boccanera:“Paquistão-Afeganistão – equívocos na guerra ao terror – Obama imita Bush”.



14 de Novembro – Segunda-Feira

10h30 – Painel 12: Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima, com mediação de Vandeck Santiago:“América Latina: para além do bem e do mal”.
14h30 – Painel 13: Nelson Pereira dos Santos, Guel Arraes, Tizuka Yamasaki e Zeneida Lima, com mediação de Alexandre Figueiroa:“Como o cinema e a TV reescrevem a literatura”.
17h – Painel 14: Abdel Bari Atwan, em conversa com Geneton Moraes Neto:“A Primavera Árabe: o que está certo, o que está errado e no que isso vai dar”.
19h – Painel 15: Joumana Haddad, em conversa com Silio Boccanera:“Quem é a nova mulher árabe”.

15 de Novembro – Terça-Feira














EXCELENTE PROGRAMAÇÃO LITERÁRIA
PROGRAMAÇÃO PARALELA
AUTORES INTERNACIONAIS
ENFIM,A BAHIA CHEGOU LÁ!
VAMOS PRESTIGIAR E GOZAR DAS BELEZAS DE CACHOEIRA,"A HEROICA"







TERÇA 11/10

Auditório da UFRB

18h - Abertura do evento (autoridades e personalidades estaduais)

19h
“Literatura Brasileira - Sucesso de Crítica e Público?”
Fernando Morais, Miguel Sanches Neto e Raquel Cozer
Mediador: Jefferson Beltrão


Palco Cachoeira

22h
Show de Abertura da FLICA 2011
Orkestra Rumpilezz





QUARTA 12/10

Auditório da UFRB

10h
“Paradidáticos e sua Importância para a Educação”
Ubiratan Castro, Pawlo Cidade e Silvino Bastos
Mediador: Nildon Pitombo

15h
“As Primeiras Vilas da Bahia”
Ubiratan Castro e Aurélio Schommer

19h
“Contos: Síntese e Completude”
Ronaldo Correia de Brito e Marcelino Freire
Mediador: Aurélio Schommer

Palco Cachoeira

22h
BaianaSystem




QUINTA 13/10

Auditório da UFRB

10h
“Páginas Baianas”
Gustavo Falcón, Adelice Souza e Márcio Matos
Mediador: Sérgio Cerviño Rivero

15h
“A Cidade como Personagem: Cachoeira em 'Um Defeito de Cor'”
Ana Maria Gonçalves

19h
“História do Brasil: o Despertar do Interesse do Público”
Leandro Narloch e Aurélio Schommer
Mediador: Jorge Portugal

Palco Cachoeira

22h
Magary




SEXTA 14/10

Auditório da UFRB

10h
“História e Negritude”
Joel Rufino dos Santos, Ana Maria Gonçalves e Luislinda Valois
Mediador: Márcio Meirelles

15h
“Letras e Tretas: o Samba na Realidade e na Ficção de Nei Lopes”
Nei Lopes

19h
“Contexto Racial nas Américas”
Nei Lopes, Rodrigo Constantino e Liv Sovik
Mediador: Aurélio Schommer

Palco Cachoeira

22h
Samba de Roda Suerdieck



SÁBADO 15/10

Auditório da UFRB

10h
“O Romance e a Grande Literatura”
Jorge Araújo, Carlos Barbosa e Mayrant Gallo
Mediador: Vagner Fernandes

15h
“O Fetiche do Livro em Papel e o Meio Digital”
Bob Stein, André Lemos e Fábio Fernandes
Curadoria específica: André Lemos

19h
“Linguagens e Geografias”
Pedro Mexia e Hélio Pólvora
Mediador: Rosel Soares

Palco Cachoeira

22h
Percussivo Mundo Novo


DOMINGO 16/10

Auditório da UFRB

10h
“A Poesia Baiana Contemporânea - Homenagem a Damário Dacruz”
José Inácio Vieira de Melo, João Vanderlei de Moraes Filho e Darlon Silva
Mediador: Lima Trindade

15h
“Escrachos, Escárnios e Pornografia - A Literatura Underground”
Reinaldo Moraes e Victor Mascarenhas

19h
“Portugal, África e Brasil - Heranças e Afastamentos”
João Pereira Coutinho e Germano Almeida
Mediador: Camilo Afonso

Palco Cachoeira

22h
Show de Encerramento da FLICA 2011
Clécia Queiroz






Minha presença na II FLIMAR

COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS
Certamente que quando Dale Carnegie escreveu este livro,creio que na década de 30 ou 40 ainda não deveria haver festas literárias.
Mas,este título, aplica-se bem a elas.
Em festas assim conhecemos e interagimos com muitas pessoas,leitores e  escritores;normalmente esses últimos são acusados de ter um ego do tamanho de um bonde e dizem que não costumam se dar bem uns com os outros.
Talvez por essa ser uma profissão altamente competitiva,principalmente num mercado escasso de leitores como o Brasil;e,todos precisam de um lugar ao sol.
Na última festa literária que participei,onde estavam reunidos dezenas de profissionais da palavra,não percebi nada disso;e,olhe que sou muito observadora e adoro prestar atenção nos seres humanos,essas figuras fascinantes,que tentamos imortalizar nos nossos livros.
Não devemos esquecer que um escritor é também um ser humano,sujeito a chuvas e trovoadas,como todos;haverá o dia em que  despertarão com o pé esquerdo,como todo mundo.
O escritor é apenas um operário da palavra com obrigações profissionais como qualquer outra pessoa. E que luta pela vida como todo mundo.
Alguns acham assustador levantar pela manhã e encarar uma tela branca pronta a sugar palavras.Todo dia fazendo tudo quase sempre igual...
Mas, estou me desviando como sempre do tema que escolhi para hoje que é  a amizade;a importância das festas literárias para ampliar conhecimento e informação e conhecer nossos pares,aprendendo com eles.E,vocês não são capazes de avaliar o que aprendi nesses quatro dias com esses mestres da Literatura que conheci em Marechal,durante a Flimar..
Ia ouvindo e guardando carinhosamente essas informações e depoimentos informais no cantinho mais impenetrável do meu coração como uma espécie de poupança para o futuro;descobri tudo que não deveria fazer e o que seria necessário fazer para marcar presença   nesse cenário assustador que é a Literatura ,assim mesmo,no maiúsculo.
Para mim,ser escritor não é apenas escrever livros é mais uma atitude diante da vida,uma exigência e uma intervenção;é desassossegar e nunca acumpliciar-se.É ser um apóstolo cuja religião é o conhecimento.
Bambas como Antonio Torres,Ignácio de Loyola Brandão e Affonso Romano,gente que tem tanto a ensinar,tanta informação a passar e que se debruça com atenção para pessoas como eu que estão começando,trilhando os primeiros caminhos nesta selva onde se criam livros,editam e publicam ,três palavrinhas tão  fáceis de escrever e tão difíceis de realizar.
A primeira lição que aprendi foi a da humildade; a segunda,a da solidariedade e a terceira a da persistência;todos passaram pelo que estou passando hoje e todos venceram.
Não bebi apenas o conhecimento no pequeno convívio com esses mestres; bebi, também, a esperança.





EU VOU!



O objetivo principal é criar uma sólida política de incentivo à leitura, com resultados concretos, que se prolonguem e sejam constantes as atividades literárias nas escolas e comunidades, contribuindo para que haja amor e hábito à leitura, reduzindo o número de analfabetos, melhorando o próprio ser humano e a qualidade de vida.
Iniciando uma revolução de cidadania na comunidade por intermédio da cultura, principalmente a leitura.

A Flimar trará muitos momentos de diversão, prazer e encantamento, ela também deixará, sobretudo, um legado gigantesco e variado para toda população envolvida e os parceiros. O objetivo fundamental é contribuir efetivamente para um futuro melhor.

PROGRAMAÇÃO DA 2ª FLIMAR



2ª FESTA LITERÁRIA DE MARECHAL DEODORO
II FLIMAR - 7 A 11 DE SETEMBRO DE 2011
PROGRAMAÇÃO AUDITÓRIO TAVARES BASTOS ( Tenda Lagoa)
ESCRITOR HOMENAGEADO: LÊDO IVO
Quarta-feira (07/09)
19 h. - ABERTURA DA 2ª FLIMAR NA TENDA-AUDITÓRIO – ORLA LAGUNAR
19h30min – Palestra: “Lêdo Ivo – O Iluminado Poeta Alagoano. Palestrante: Alexei Bueno.
21h – 23h - Show no palco da Lagoa: Nelson da Rabeca e Alceu Valença



Quinta-feira (08/09)
10h – 11h 20 min- MESA 1 - TEMA: Jorge Cooper, o Poeta Marginal.
PARTICIPANTES: Fernando Fiúza e Charles Cooper
11h20 min – 12h40 min - MESA 2 - TEMA: Latino-América – O Diálogo das Proximidades
PARTICIPANTES: Adriana Ruiz (Argentina), Edmundo Torrejón ( Bolívia) e Sérgio de Sá ( Brasil).
14h – 15h30min - MESA 3- TEMA: Arnon de Mello, o jornalista, o empresário, o escritor ( 1911-2011)
PARTICIPANTES: Carlos Mendonça – Milton Hênio Gouveia
15h30min – 16h30 min - MESA 4 - TEMA: Letras & Canções – Há Poesia na Música?
PARTICIPANTE: Ricardo Cravo Albin
16h30min – 18h - MESA 5- TEMA: Lêdo Ivo – O Poeta do Mar e da Miudeza
PARTICIPANTES: Douglas Apratto Tenório Gal Monteiro conversando com o poeta ao vivo.
18h -19h – RECITAL: A POESIA DE JORGE DE LIMA
O Guerreiro Jorge – Apresentação do ator e poeta Chico de Assis


Sexta-feira (09/09)
10h– 11h - MESA 6 - TEMA: Literatura Infanto-Juvenil.
PARTICIPANTE: Nelson de Oliveira .
11h– 12h 30 min - MESA 7 - TEMA: Poesia em 22, Romance em 30 – A Formação da Modernidade Literária.
PARTICIPANTES: Marcus Accioly e Salgado Maranhão.
14h – 15h30min - MESA 8 - TEMA: Presença da História na Literatura.
PARTICIPANTES: Antônio Torres e Ronaldo Wrobel.
15h30min – 17h: MESA 9 - TEMA: Escuridão nos Trópicos – A Literatura Policial do Brasil.
PARTICIPANTES: Flávio Carneiro e Marçal Aquino.
17h – 18h - MESA 10 - TEMA: O Espaço do Riso – O Novo Picaresco.
PARTICIPANTE: Homero Fonseca
18h – 19h – ESPECIAL RECITAL DE JESSIER QUIRINO






Sábado (10/09)
10h – 11h - MESA 11- TEMA: Jornalismo Literário.
PARTICIPANTE: Rogério Pereira.
11h – 12h30min - MESA 12 - TEMA: Jornal e Internet – Os Espaços da Crônica.
PARTICIPANTES: Ignácio de Loyola Brandão e Luiz Berto.
14h – 15h30 - MESA 13 - TEMA: Os Novos Cantares Africanos.
PARTICIPANTES: Calane da Silva (Moçambique) e Hungulane Baka Kossa (Moçambique).
15h30min – 17h - MESA 14 - TEMA: Objetividade e Imaginação. A Estética Jornalística.
PARTICIPANTES: Luiz Ruffato e Luiz Pimentel.
17h – 18h30min - MESA 15- TEMA: A Poesia, a Crônica e a Literatura em Família
PARTICIPANTES: Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant’Anna.
18h30min – 19h30min – RECITAL: Vozes D´África (Castro Alves) – Chico de Assis e José Inácio Vieira de Mello
20h – 21h30min – Seresta pelas ruas do Centro Histórico de Marechal Deodoro
22h – Show de encerramento no Palco da Lagoa com Stewart Sukuma (Moçambique)


Domingo (11/09)
10h – 11h20 - MESA 16- TEMA: São os do Norte – Uma Nova Estética Nordestina.
PARTICIPANTES: Ronaldo Correa de Brito e Sidney Rocha.
11h20– 12h40min - MESA 17 - TEMA: A Ousadia Festiva – Novas Vozes Femininas.
PARTICIPANTES: Lúcia Bettencourt e Ana Paula Maia.
12h40min – Encerramento da II FLIMAR

PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS
PROGRAMAÇÃO  PALESTRAS – OFICIANS  NAS ESCOLAS
ESCOLA EDVAL LEMOS
Quinta-feira(8)
9  – 10  – Palestra Miriam Sales – “A poesia brasileira”
10 -11 – Palestra: Carlos Nealdo – “ A literatura alagoana”
14 – 15 – Palestra: Luciane Travejo – “Somos Incríveis”
15 – 16 – Palestra: Felipe Cavalcante – “Sociedade Pós Industrial: O mundo do trabalho no século XXI.”
Sexta-feira (9)
9 – 10 – Palestra: Wilma Nóbrega: “A importância da biblioteca em uma comunidade”
10 – 11 -  Palestra: Sérgio Bernardo – “A Literatura brasileira”
14 – 15 -  Palestra-debate sobre o livro “Roliúde” com o autor Homero Fonseca
15- 16 – Palestra: Adriana Ruiz – “A Literatura na América Latina”


ESCOLA MARIA PETRONILA
Quinta-feira (8)
9 – 11- Oficina “Escrita Criativa” – Janaína Rico
14 – 15 – Palestra Isvânia Marques -  “ Palmeira Literária”
15 – 16 -  Sérgio Bernardo – “Literatura brasileira”
Sexta-feira (9)
9 – 11 – Oficina de Literatura em cordel – Jorge Calheiros – Dêmis Sanatanna – João Gomes Sá
14 – 15 – Palestra – Maria Célia Reis da Silva – “” O papel do autor, do leitor e do narrador no jogo literário ciberespacial”
15 – 16 – Palestra: Luciane Travejo – “Somos incríveis”


ESCOLA ALTINA RIBEIRO


Quinta-feira(8)
 9 – 10 – Palestra – Maria Célia Reis da Silva – “O papel do autor, do leitor e do narrador no jogo literário ciber espacial”
10 – 11 – Sérgio Bernardo – “A Literatura Brasileira”
14 – 16 – Oficina “Escrita Criativa” – Janaína Rico

Sexta-feira (9)
9- 11- Oficina Literatura e Turismo – André Luiz Piva
14 – 15 – Palestra: Miriam Sales – “A poesia brasileira”
15 – 16 – Palestra Mirtes Waleska: “O significado de uma Festa Literária”








2º ENCONTRO DA U.B.E ,NÚCLEO bAHIA

A União Brasileira de Escritores - UBE reúne alguns dos principais autores da Bahia, para falar sobre os rumos e perspectivas da literatura baiana.

Em julho comemora-se o Dia Nacional do Escritor. Para homenagear os Artistas da Palavra, a União Brasileira de Escritores – UBE, núcleo Bahia realizará no dia 23 de julho (sábado), das 18h às 21h, na Livraria Cultura (TEATRO EVA HERZ), em Salvador, o seminário Literatura baiana: rumos e perspectivas, com a participação de escritores e editores baianos.

As conferências serão ministradas por nomes como Ruy Espinheira Filho, membro da Academia de Letras da Bahia; Valdomiro Santana, autor do livro: Literatura baiana 1920-1980; Aramis Ribeiro Costa, presidente da Academia de Letras da Bahia; Germano Machado, fundador e diretor do CEPA (Círculo de Estudo, Pensamento e Ação); Adelice Souza, escritora que integra a coletânea + 30 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira (Editora Record); Araken Vaz Galvão, presidente do Fórum das Academias de Letras do Estado da Bahia; Valéria Pergentino, da Solisluna Editora; Roberto Leal, da Fundação e Selo Editorial Òmnira, e Aurélio Schommer, da Câmara Bahiana do Livro.

O evento contará, ainda, com a presença do presidente da UBE de São Paulo, Joaquim Maria Botelho, que virá à Bahia para falar do V Congresso Brasileiro de Escritores, que ocorrerá entre os dias 12 a 15 de novembro, em Ribeirão Preto–SP.

O seminário “Literatura baiana” se propõe a analisar o momento atual da literatura contemporânea da Bahia, com foco no seu desenvolvimento a nível estadual e nacional. O evento é destinado a escritores, poetas, professores, jornalistas, estudantes e o público em geral interessado em livro e literatura, e conta com a organização do jornalista Carlos Souza, coordenador do núcleo da UBE na Bahia.

Os interessados em participar da noite literária devem confirmar presença através do e-mail: ube.bahia@gmail.com

Serviço:
O que: Seminário Literatura baiana: rumos e perspectivas
Onde: Livraria Cultura Salvador Shopping - Salvador – Av. Tancredo Neves, 2915 – Caminho das Árvores. Fone: 71 3505-9050
Quando: 23 de julho (sábado), das 18h às 21h.
Realização: União Brasileira de Escritores – UBE, núcleo Bahia.
Entrada: Gratuita

Informações:
(71) 8122-7231
ube.bahia@gmail.com
www.ube.org.br
http://twitter.com/ube_bahia












INSTRUÇÃO PARA A PRODUÇÃO DE LIVROS
Apresentação
Coordenador do curso Prof. Paulo Tedesco
Escrever um livro vai muito além de procurar uma gráfica para imprimir ou apresentá-lo digitalmente, ou ainda enviá-lo para uma editora. Produzir um livro é dialogar com a memória e o conhecimento da humanidade. Exige instrução e conhecimentos que proporcionem um patamar mínimo e merecedor de significado. No curso de Instrução para a Produção de Livros, através de casos práticos e objetivos do mundo gráfico, editorial e digital, serão apresentadas as mais modernas ferramentas para que todo autor e obra possam conquistar seu merecido espaço.Tudo é feito à distância e online.
Participe das aulas de acordo com a sua conveniência e disponibilidade de tempo. Acompanhando os vídeos, áudios e participando dos fóruns interativos, num ambiente simples e prático, suas dúvidas e perguntas serão respondidas de forma eficaz e rápida. O investimento é de apenas R$ 495,00 e pode ser parcelado pelo Pagseguro.
Período do curso
De 18 de Julho a 12 de Agosto de 2011.


Pagamento
Faça sua inscrição de forma segura, eletrônica e rápida usando o Pagseguro.


Objetivo
Instrumentar para a publicação do conteúdo escrito em suporte digital e papel, permitindo ao profissional a busca da qualidade na apresentação final do seu texto e no entendimento das dinâmicas de mercado a que sofre o texto e o livro.


Público alvo
Todos que desejam atuar no setor editorial ou necessitam de informações editoriais para a materialização e otimização de suas habilidades profissionais.
·     Escritores
·     Autores independentes
·     Profissionais em Editoria
·     Professores de qualquer nível escolar
·     Empresários
·     Publicitários
·     Profissionais liberais
·     Estudantes de graduação, pós-graduação e doutorado
·     Estudantes de comunicação social


Pré-requisito
É pré-requisito para ingresso neste curso de extensão ter ensino médio completo. É necessário que o aluno tenha disponível um computador (com os seguintes softwares: Adobe Acrobat Reader, Real Player/Windows Media Player e o Pacote Office), com acesso a Internet, para acompanhar as aulas e a realização de exercícios, domínio das ferramentas do Pacote Office e tempo para os estudos de mais ou menos 5 horas semanais. Ainda, possuir conexão a Internet com Banda Larga, numa velocidade a partir de 500 kbps para que os vídeos não sofram interrupções.


Programação
Introdução ao livro, história, presente e perspectivas – Entendendo a produção editorial – Arte e criação – Entendendo a produção gráfica – Os cadastros legais do livro – As categorias, os gêneros literários e a arte de escrever – Direitos autorais, possibilidades e atualidades – A realidade do mercado do livro para o autor-editor – O lançamento do livro e sua divulgação – A divulgação do livro no ambiente escolar – Relação com o governo – O futuro do livro – possibilidades e desafio.


Horário das aulas
O aluno pode participar do curso nos horários que lhe forem mais convenientes. É recomendável que mantenha uma regularidade de participação, assistindo vídeos, lendo os materiais de cada semana, resolvendo os exercícios e participando dos fóruns de discussões.


Contato
Endereço: Rua Zeferino Dias, 151, Sala 335 – Porto Alegre, RS – CEP 91130-480
Website: www.oficinadolivro.net.br
Telefone:  (51)4063-6602














Estão abertas as inscrições para o II Enebi-Encontro de Escritores Baianos Independentes. Que será realizado dias 9, 10 e 11 de setembro, na Biblioteca Pública do Estado (Rua General Labatut, 27 – Barris) A programação inclui debates, mesas redondas, lançamento de livros, exposição de publicações de escritores independentes baianos, recital poético, palestras, shows musicais em voz e violão (com os cantores Sapiranga- dia 9 e o angolano Carlos Nascimento- dia 10) e coquetel ao final do evento. Já confirmada presenças de importantes escritores independentes baianos.
A taxa de inscrição é de R$ 30 para o público, R$ 25 para escritores, R$ 20 para associados da UBE/BA e R$ 15 para estudantes, com certificado opcional R$ 10.
                 Vagas limitadas! Inscrições abertas até o dia 15/08/2011
Maiores informações: Fundação Òmnira (www.fundacaoomnira.blogspot.com), Rua Leste 2, quadra 37.2, lote 01 - Parque São Cristóvão CEP 41500-610 Salvador/BA,  telefax (71) 3252-1693 / 8146-0940 ou através do e-mail: lealomnira@yahoo.com.br
Coordenação dos jornalistas e escritores Roberto Leal e Carlos Souza



     
















O JORNALISTA E ESCRITOR CARLOS SOUZA ESTÁ FAZENDO UM CONVITE AOS AUTORES BAIANOS PARA PARTICIPAREM DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO "CARTA AO PRESIDENTE".
EU VOU!


Olá prezados (as) amigos,
Estou organizando a segunda edição do livro Carta ao Presidente e gostaria de contar com a sua participação.  
 Estou à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas. Veja link da primeira edição: http://www.scortecci.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=6305
Att,
Carlos Souza
71 8122-7231



















UBE- Assembleia Geral Extraordinária

A UBE convoca Assembleia Geral Extraordinária para alterações do regulamento do Concurso Intelectual do Ano - Troféu Juca Pato
Imagem ilustrativa28.04.2011

De conformidade com o Artigo 23 dos Estatutos e sua alínea I, esta entidade convoca Assembleia Geral Extraordinária dos associados para o próximo dia 6 de maio de 2011, em sua sede, à Rua Rego Freitas, 454 – cj. 121 – 12º andar, nesta Capital, às 19 horas, em primeira chamada com maioria absoluta, e, às 19h30, em segunda chamada com qualquer número de associados presentes, para alterações do 
Regulamento do Concurso Intelectual do Ano – Troféu Juca Pato, para o ano de 2011.
São Paulo, 27 de abril de 2011

Joaquim Maria Botelho
Presidente





























I